Guarda Revolucionária cita 18 companhias, incluindo Google, Apple, Tesla e Microsoft; governo americano diz estar preparado para conter eventuais ações
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) ameaçou atacar empresas norte-americanas que operam no Oriente Médioa partir desta quarta-feira, em mais um sinal de escalada no confronto regional. Segundo relatos da Reuters, do Time e do Wall Street Journal, a lista divulgada inclui Apple, Google, Microsoft, Meta, Tesla, Boeing, IBM, Intel, Cisco, HP, Nvidia, Oracle e JPMorgan Chase, entre outras companhias.
De acordo com essas publicações, o comunicado da IRGC foi veiculado pela agência iraniana ligada ao grupo e apresentou as empresas como “alvos legítimos”, sob a alegação de que estariam envolvidas em apoio tecnológico, de informação e rastreamento a operações conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã. A mensagem ainda orientou que funcionários deixem imediatamente os locais de trabalho e que moradores próximos se afastem das áreas citadas.
A ameaça foi recebida com preocupação em Washington. A Reuters informou que a Casa Branca declarou que os Estados Unidos estão plenamente preparados para frustrar qualquer ataque iraniano contra interesses americanos na região. A agência também registrou que o episódio ocorre em meio ao agravamento do conflito entre Irã, EUA e Israel, que vem pressionando mercados, elevando o preço do petróleo e ampliando o temor de novos ataques a alvos civis, energéticos e empresariais.
Ainda não está claro, porém, quão concreta é a ameaça nem se haverá ação direta contra instalações dessas empresas. Até agora, as reportagens apontam que a lista tem forte peso simbólico e político, ao mirar marcas que representam o poder econômico e tecnológico dos EUA. O movimento também reforça uma mudança importante no cenário geopolítico: grandes corporações deixaram de ser apenas espectadoras da crise e passaram a figurar no centro do risco estratégico.