Novo mestrado lançado por Ibaneis Rocha terá foco em inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico, com 80 vagas e investimento de R$ 2,4 milhões
O Governo do Distrito Federal abriu uma nova frente de qualificação estratégica ao lançar, nesta quarta-feira (11/03), um programa de mestrado voltado à inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico. A iniciativa, apresentada pelo governador Ibaneis Rocha, nasce de uma parceria entre o GDF, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e a Universidade de Brasília (UnB), com a proposta de capacitar servidores públicos e ampliar a formação técnica de profissionais alinhados aos desafios da gestão contemporânea.
Batizado de Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia e Crescimento Econômico na Era da Inteligência Artificial, o programa terá 80 vagas, sendo 70 destinadas a servidores do GDF e 10 abertas ao público geral. Com investimento de R$ 2,4 milhões, o mestrado será dividido em duas turmas de 40 alunos, com início previsto para o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027.
A criação do curso revela uma mudança de postura importante na administração pública local. Em vez de tratar inovaçãoe inteligência artificial como temas periféricos, o GDF decide colocá-los no centro da formação de seus quadros. O recado é claro: a modernização do serviço público passa, inevitavelmente, por conhecimento qualificado, pensamento estratégico e capacidade de responder a uma realidade cada vez mais orientada por tecnologia e dados.
Segundo o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o mestrado foi desenhado com olhar voltado à realidade local. A intenção é priorizar, no edital de chamamento, projetos de pesquisa relacionados diretamente ao Distrito Federal, o que transforma o curso em uma ferramenta não apenas de formação, mas também de produção de soluções para problemas concretos da região.
A UnB, parceira acadêmica da iniciativa, entra no projeto como pilar de credibilidade e consistência técnica. Para o diretor da Face/UnB, Roberto Ellery, temas como gestão, inovação e tecnologia já não podem ser tratados como tópicos acessórios, mas como elementos centrais para qualquer organização que deseje atuar com eficiência no presente.
A expectativa é que o edital para seleção dos servidores participantes seja lançado em abril. Até lá, o anúncio já posiciona o Distrito Federal em uma agenda que conecta qualificação de servidores, desenvolvimento econômico e preparação institucional para os impactos da era da inteligência artificial.
No fundo, o que o GDF coloca em marcha é mais do que um curso de pós-graduação. É uma tentativa de formar um serviço público mais preparado para pensar o futuro — e, sobretudo, para construí-lo.