Dinheiro também se aprende: workshop mobiliza mais de mil jovens do DF para falar de futuro e consciência financeira

Secretário André Kubitschek abre terceira edição do Futuro em Conta e reforça a importância da educação financeira na formação dos estudantes da rede pública

Mais de mil estudantes da rede pública do Distrito Federal participaram, na manhã desta segunda-feira (9), da terceira edição do Futuro em Conta, iniciativa voltada à educação financeira para jovens promovida pela Secretaria de Juventude do DF. Realizado no hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, o evento reuniu adolescentes em torno de uma pauta cada vez mais urgente: aprender a lidar com o dinheiro antes que a vida adulta cobre essa conta sem aviso.

Na abertura do encontro, o secretário André Kubitschek destacou que o projeto busca provocar uma mudança de mentalidade entre os jovens, mostrando que escolhas feitas desde cedo têm impacto direto no amanhã. A fala reforça uma percepção que ganha força no debate público: falar de finanças com adolescentes não é antecipar preocupações, mas oferecer ferramentas para decisões mais conscientes.

O workshop teve como eixo central a apresentação de noções práticas sobre planejamento financeiroconsumo consciente e organização das finanças pessoais. Em vez de tratar o tema de forma distante ou excessivamente técnica, a proposta foi aproximar os estudantes de situações reais do cotidiano, conectando o universo do dinheiro à responsabilidade, ao projeto de vida e à autonomia.

A relevância da iniciativa está justamente nesse ponto. Para muitos jovens, o primeiro contato estruturado com temas como orçamento, prioridades e controle de gastos ainda acontece tarde — quando erros simples já podem gerar frustração, endividamento e insegurança. Ao inserir a educação financeira no ambiente de formação, o projeto ajuda a preencher uma lacuna que afeta diretamente a vida prática.

Mais do que um evento pontual, o Futuro em Conta se apresenta como uma ação de orientação para uma geração que cresce em meio a estímulos constantes de consumo, pressão social e pouca cultura de planejamento. Ao reunir mais de mil alunos, a terceira edição mostra que há interesse e necessidade real de discutir esse assunto com mais profundidade.

No fim, a mensagem do encontro é clara: entender de dinheiro não é privilégio, é ferramenta de liberdade. E, quando o poder público leva esse debate à juventude, ajuda a construir não apenas consumidores mais conscientes, mas cidadãos mais preparados para fazer escolhas com responsabilidade e visão de futuro.