Profissional de 37 anos, que atuava em clínica voltada ao atendimento de crianças com TEA, foi alvo de prisão temporária e mandados de busca após denúncia e exames periciais
A prisão de um fonoaudiólogo investigado por estupro de vulnerável provocou forte reação no Distrito Federal e acendeu um alerta sobre a segurança em ambientes terapêuticos voltados ao atendimento infantil. Nesta quarta-feira (11), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação da Seção de Atendimento à Mulher da 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, para cumprir um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão contra um homem de 37 anos que trabalhava em uma clínica especializada em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a investigação, o caso apurado envolve uma criança de 4 anos, paciente da clínica, atendida pelo profissional em dezembro de 2025. A suspeita surgiu após a mãe perceber uma reação incomum da filha logo depois da consulta e procurar a polícia no mesmo dia. A apuração oficial aponta que a condição de TEA não verbal da vítima ampliava sua vulnerabilidade e dificultava qualquer relato direto sobre o que teria ocorrido.
O avanço da investigação ganhou força com os exames periciais. De acordo com a PCDF, foram encontrados vestígios biológicos nas roupas usadas pela criança no dia do atendimento. Durante a operação, os policiais apreenderam computador, celular e materiais para confronto genético na residência do investigado. A clínica onde ele atuava também passou por perícia, com coleta de novos materiais para análise laboratorial.
O caso causa ainda mais impacto por envolver um espaço que, em tese, deveria representar acolhimento, desenvolvimento e proteção. A investigação agora busca consolidar as provas técnicas, examinar o conteúdo dos aparelhos eletrônicos apreendidos e esclarecer toda a extensão do episódio. Até o momento, o suspeito permanece sob prisão temporária, enquanto a polícia aprofunda a apuração.