Sidônio Palmeira avalia deixar Secom em junho para assumir campanha de reeleição de Lula

Homem forte da comunicação do governo, ministro quer concluir tarefas antes de migrar para o núcleo eleitoral

Brasília — Um dos nomes mais influentes do governo federal nos bastidores da comunicação oficial, Sidônio Palmeira, atual chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), estuda deixar o cargo em junho deste ano para se dedicar integralmente à coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A saída de Sidônio deverá ocorrer em um momento diferente daquele previsto para a maioria dos ministros da Esplanada, que se preparam para deixar seus cargos até abril, conforme o calendário eleitoral. Como não é pré-candidato, o estrategista deve estender sua permanência no governo por mais alguns meses.


Momento “mais frio” favoreceria transição

De acordo com aliados próximos, Sidônio tem avaliado que o mês de junho representa uma janela ideal para a transição, já que o governo deverá atravessar um período menos intenso de anúncios e movimentações políticas. A ideia é cumprir até lá entregas pendentes e ações estratégicas de comunicação, para só então migrar de vez para o núcleo da pré-campanha petista.

Responsável por arquitetar as narrativas institucionais do governo e considerado um dos conselheiros mais próximos de Lula, Sidônio tem presença constante em reuniões-chave do Planalto — das tratativas de gestão de crise à divulgação de programas federais.


Discrição nos bastidores e influência crescente

Com um perfil técnico e discreto, Sidônio Palmeira é também um nome de peso na engrenagem eleitoral do PT. Foi o marqueteiro responsável pela campanha vitoriosa de Lula em 2022 e, nos bastidores, é visto como figura central na construção da imagem pública do presidente e no alinhamento da comunicação entre Planalto, ministérios e redes sociais.

Nos corredores do poder, sua eventual saída da Secom é tratada com naturalidade e visto como um passo estratégico, já que a comunicação de governo e a comunicação de campanha exigem estruturas, linguagens e agendas distintas.


Governo deve buscar sucessor técnico para a Secom

Com a provável saída de Sidônio em junho, o Planalto já começa a avaliar nomes técnicos para assumir a Secom durante o segundo semestre, período em que o governo estará sob os holofotes das disputas municipais e dos primeiros ensaios da corrida presidencial de 2026.

A expectativa é de que a comunicação institucional mantenha uma linha de atuação mais informativa, com foco em entregas e estabilidade, enquanto Sidônio assume papel mais criativo e estratégico no projeto de continuidade do governo Lula.