Michelle Bolsonaro lamenta morte de adolescente agredido por ex-piloto no DF

Ex-primeira-dama prestou solidariedade à família de Rodrigo Castanheira, pediu justiça e citou passagem bíblica; caso mobiliza autoridades e reacende debate sobre violência entre jovens

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais neste domingo (8/2) para lamentar a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, que não resistiu às complicações decorrentes de agressões sofridas em uma briga ocorrida em Vicente Pires, no Distrito Federal. O principal envolvido no caso é o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, que teve a prisão preventiva decretada.

Na publicação, Michelle — esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro — manifestou solidariedade à família, pediu justiça e citou um trecho bíblico. “Que o consolo esteja com esta família que chora pela partida do Rodrigo. Cremos na justiça de Deus e que ele está com o nosso Pai, em um lugar onde não existe mais dor. Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá (João 11:25)”, escreveu.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também se pronunciou e afirmou que acompanhará o caso de perto. Em nota, declarou que pretende atuar ao lado do advogado da família para assegurar a responsabilização. “Como mãe, consigo imaginar a dor da família do Rodrigo. Vou lutar para que a justiça seja aplicada e para que mudanças legislativas avancem”, disse.

A morte do estudante comoveu moradores do DF e reacendeu discussões sobre violência entre jovens. Rodrigo foi socorrido em estado grave, com traumatismo craniano, e permaneceu internado por cerca de duas semanas na UTI de um hospital particular em Águas Claras, onde acabou falecendo. O velório ocorreu neste domingo, em cerimônia reservada em uma igreja evangélica.

Segundo a investigação, a briga começou na noite de 22/1 após provocações entre os envolvidos. Imagens registradas no local mostram o momento em que um golpe resulta em queda e impacto contra um veículo. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou a prisão preventiva do suspeito, acolhida pela Justiça. Inicialmente liberado mediante fiança, ele foi preso no dia 30/1 e está no Centro de Detenção Provisória (CDP), no complexo da Papuda.

Em coletiva, o delegado responsável informou que o investigado é citado em outras ocorrências sob apuração, o que pode influenciar a tipificação do crime. Com a confirmação da morte, a acusação pode ser reclassificada, elevando a gravidade e a pena prevista. A defesa nega irregularidades e afirma que esclarecerá os fatos no curso do processo.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.