Miami consolida-se como um dos destinos favoritos de brasileiros para viagens esportivas

Por O Brasiliense

Com a Seleção Brasileira prestes a entrar em campo em Miami, os holofotes do esporte mundial se voltam para a cidade da Flórida. Conhecida por suas praias e vida noturna, a metrópole norte-americana consolidou-se também como um dos principais epicentros de entretenimento do planeta. Um levantamento internacional realizado pela seguradora Chubb revelou que Miami é o segundo destino mais desejado pelos brasileiros que viajam para acompanhar o principal torneio de seleções de futebol, ficando atrás apenas de Nova York e superando Los Angeles.

O interesse dos turistas da América Latina é ainda mais acentuado entre vizinhos continentais: para argentinos e colombianos, a cidade lidera de forma isolada o ranking de intenção de viagem para os jogos. Na contramão do interesse do público brasileiro aparecem Seattle, Kansas e Filadélfia, que amargam apenas 1% das menções na pesquisa.

Turismo de experiência: O jogo é apenas o começo

Os dados do relatório apontam para uma transformação profunda no comportamento do viajante do país. O torcedor atual não se desloca apenas para os 90 minutos de partida no estádio. Para 95% dos brasileiros entrevistados, o foco principal está em estender a experiência e desfrutar do ecossistema de lazer da localidade.

Miami se beneficia diretamente dessa tendência ao unificar atrativos que atraem diferentes perfis de público:

  • Hub de Compras e Gastronomia: A infraestrutura de grandes centros comerciais e restaurantes de alta culinária continua atraindo o público de alto poder aquisitivo.
  • Geografia Estratégica: A facilidade de locomoção e o acesso viário simplificado para outros polos turísticos da Flórida facilitam a criação de roteiros estendidos em família.

Previsibilidade e medo de imprevistos financeiros

A pesquisa “Paixão Blindada: o guia do viajante esportivo” detalha que, por envolver alto investimento financeiro e emocional, as jornadas motivadas por esporte geram maior nível de alerta nos consumidores. A principal dor de cabeça do turista brasileiro (74%) reside na possibilidade de arcar com custos extras de hotelaria caso o calendário das partidas sofra alterações de última hora.

“Quando a viagem envolve um investimento financeiro e emocional relevante, o planejamento ganha ainda mais importância. O viajante busca segurança para aproveitar a experiência com tranquilidade e minimizar impactos de eventuais imprevistos”, pontua Guilherme Waki, Vice-Presidente de Consumer Lines da Chubb no Brasil.

Diante desse cenário de maior rigidez no planejamento, a reputação corporativa das empresas de assistência ganhou peso comercial: 39% dos entrevistados apontam a credibilidade da seguradora como o fator de desempate decisivo no momento de fechar a apólice. A amostragem ouviu 1.200 pessoas em seis países da América Latina sob margem de erro de 2,6 pontos percentuais.