Trump anuncia operação militar em Caracas e diz que Nicolás Maduro e esposa foram levados para fora do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) a captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo Trump, a operação foi conduzida com sucesso por forças norte-americanas e representa o fim do regime bolivariano que governava o país há mais de duas décadas.
Em comunicado nas redes sociais, Trump declarou que “os EUA realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela” e que Maduro foi capturado e retirado do território venezuelano. Ainda segundo o presidente americano, mais detalhes serão divulgados em coletiva de imprensa a ser realizada em Mar-a-Lago.
Explosões e caos em Caracas
Durante a madrugada, explosões foram ouvidas em diversos pontos da capital, Caracas. Moradores relataram tremores, aviões militares sobrevoando a cidade em baixa altitude e interrupções no fornecimento de energia, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota. Vídeos nas redes sociais mostram colunas de fumaça em áreas militares.
Venezuela declara estado de emergência
Após a ofensiva, o governo venezuelano confirmou estar sob ataque militar e declarou estado de emergência em todo o território. Em comunicado, o regime de Maduro classificou a ação como uma “agressão imperialista” e convocou a população à mobilização:
“O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, afirmou o governo em nota.
Pouco depois, o Executivo anunciou a decretação de Comoção Exterior, autorizando a passagem imediata à luta armada e a adoção de medidas extraordinárias.
Destino de Maduro é incerto
A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu dos Estados Unidos uma prova de vida do presidente. Segundo ela, a ação norte-americana tem como objetivo se apropriar dos recursos estratégicos venezuelanos, como petróleo e minerais.
O governo venezuelano ainda classificou a ofensiva como uma tentativa de “mudança de regime” e convocou os países da América Latina e Caribe a reagirem diante do que chamou de guerra colonial.