A exposição “Joaquín Torres García – 150 anos” foi aberta ao público na terça-feira, 31 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). O evento de abertura reuniu 208 convidados e contou com a performance “Fricções”, da marionetista Juliana Notari, com participação do dançarino Ivo Grieco e do músico Heri Brandino, em diálogo com o Construtivismo Universal.
Entre os presentes no evento, esteve o poeta Luiz Carlos Vinholes, referência da poesia de vanguarda brasileira, cuja obra “Five Geometric Forms” integra a exposição, em sintonia com as investigações formais de Torres García.
Os embaixadores da União Europeia, Marian Schuegraf; da Espanha, María del Mar Fernández-Palacios Carmona; do Equador, Carlos Alberto Velástegui Calero; da Argentina, Guillermo Daniel Raimondi; de El Savador, Luis Alberto Aparicio Bermúdez; e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, além do embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Itamaraty, compareceram ao evento que reforça o caráter internacional da mostra.
Para Camila Val, gerente-geral (E.E.) do CCBB Brasília, a mostra se insere no debate contemporâneo latino-americano. “Ao dialogar com o acervo do CCBB de forma singular em Brasília e propor um olhar para o presente, a exposição convida o público a conhecer essa vertente e a valorizar nossos artistas a partir da obra de Torres García”, afirma.
O idealizador e curador da mostra, Saulo di Tarso, destaca o significado do projeto. “Essa mostra também ressalta a importância da criação de um Museu de Arte Moderna do Mercosul, com missão interoceânica, baseando-se na potência de Torres García. É uma alegria imensa, talvez a primeira vez na minha carreira em que celebro algo com essa amplitude”, diz. Ele relaciona a exposição a valores que atravessam sua trajetória, como ancestralidade e afeto. “Apresentar esse percurso no CCBB é um marco e reafirma a potência transformadora da arte”, conclui.
Segundo a museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, diretora do CY Museum e responsável pela organização da mostra no Brasil, a proposta é evidenciar a permanência do pensamento de Torres García. “Buscamos revelar a atualidade de sua produção plástica e teórica, em diálogo com artistas contemporâneos. Apresentamos também ‘América Invertida’, obra que raramente deixa o Museu Torres García”, afirma. A exposição reúne, ainda, peças de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, o Instituto de Arte Moderna de Valência e o MASP.
Diretor do Museu Joaquín Torres García, Alejandro Díaz destaca o alcance coletivo da obra do artista. “Torres García nos representa em muitos aspectos. Sua produção não se restringe ao indivíduo, mas se projeta para a comunidade, com um caráter expansivo que dialoga com diferentes públicos”, diz.
Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, a mostra é viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset.
BB Asset
A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,87* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 18% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.
*Ranking Ambima Fevereiro/26
CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.
O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília
Horário da van – De quinta-feira a domingo:
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.
CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
CY Museum
Empresa Organizadora da exposição no Brasil. Especializada em projetos expositivos nacionais e internacionais. Prêmio APCA 2023 pela mostra de Marc Chagall: sonho de amor. Dirigida pela museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, PhD em Museologia.
Saulo di Tarso
Saulo di Tarso é curador, pesquisador e produtor cultural, reconhecido por articular exposições que conectam tradição e inovação na arte latino-americana. Idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García, ele também foi responsável pela museografia e produção multimídia da premiada exposição Marc Chagall: sonho de amor (APCA 2023) e traduziu a obra poética completa de Chagall para o português. Sua trajetória inclui curadorias em instituições como Casa do Olhar Luis Sacilotto, Casa das Rosas, Paço das Artes, Paço Imperial, Museu Afro Brasil, Galeria da Unicamp e Galeria Olido, além da criação da Trienal Internacional de Grafias pelo Memorial da América Latina. Com experiência em arte-educação, produção digital e pesquisa em arte contemporânea, atuou em projetos ao lado de nomes como Emanoel Araújo, Alexandre Wollner e Hans-Joachim Koellreutter, e participou de iniciativas culturais e políticas, incluindo a coordenação de cultura na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM, vive entre Brasil e Itália.