Brasil sai do top 10 e expõe o peso da nova ordem econômica global

Mesmo com crescimento do PIB em 2025, país cai para a 11ª posição entre as maiores economias do mundo após ser ultrapassado pela Rússia

O Brasil encerrou 2025 fora do grupo das 10 maiores economias do mundo. Segundo levantamento da Austin Ratingcom base em dados do FMI, o país caiu da 10ª para a 11ª posição no ranking global em valores correntes, depois de ser ultrapassado pela Rússia, que também passou o Canadá na lista. 

A mudança tem peso simbólico. Afinal, sair do top 10 das maiores economias do planeta mexe com a imagem internacional do país e com a leitura sobre sua capacidade de ganhar escala no cenário global. No ranking de 2025, o Brasil aparece com US$ 2,268 trilhões, atrás de Canadá e Rússia, e à frente de Espanha, México e Austrália

O dado chama atenção porque a economia brasileira, de fato, cresceu. O IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões em valores correntes. Ou seja: o país não encolheu; o que aconteceu foi uma perda relativa de posição em um ranking comparado em dólar corrente, no qual o desempenho de outras economias também pesa. 

No quarto trimestre, porém, o ritmo já dava sinais de desaceleração. A economia brasileira variou apenas 0,1% ante o trimestre anterior, com alta de 0,8% em Serviços e 0,5% na Agropecuária, enquanto a Indústria recuou 0,7%. Esse fim de ano mais fraco ajuda a explicar por que o Brasil cresceu, mas sem força suficiente para preservar posição no ranking internacional. 

No fim, a queda para a 11ª maior economia do mundo resume um paradoxo brasileiro: o país segue crescendo, mas ainda encontra dificuldade para converter expansão interna em ganho de protagonismo global. E, em economia, às vezes não basta avançar — é preciso avançar mais rápido do que os concorrentes.