Além da mostra gratuita em Brasília: onde ver as obras de Sergio Camargo

Esculturas do artista modernista estão espalhadas por espaços públicos e acervos institucionais no Brasil

A escultura precisa ser sentida com o corpo — e Sergio Camargo, um dos maiores nomes da arte brasileira do século XX, entendeu isso como poucos. Conhecido por seus relevos em madeira e mármore, o artista ganha nova projeção com a exposição É Pau, É Pedra…, em cartaz no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, com entrada gratuita até 6 de março de 2026.

Instalada no Foyer da Sala Villa-Lobos, a mostra convida o público a mergulhar em diferentes fases da carreira do artista, apresentando um recorte inédito da produção escultórica de Camargo, marcada pelo equilíbrio entre geometria, textura e profundidade. A curadoria da exposição destaca tanto obras emblemáticas quanto peças raramente exibidas.

Onde mais ver Sergio Camargo em Brasília

Além da mostra no Teatro Nacional, uma das obras de Sergio Camargo está instalada no Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. A escultura faz parte da fachada do prédio e pode ser observada do espaço público — uma presença silenciosa, mas marcante, da arte modernista na capital.

Passagens marcantes e obras em outros estados

O ano de 1965 foi decisivo para a projeção nacional de Camargo. Residindo em Paris na época, o artista retornou ao Brasil para uma série de exposições e encomendas importantes:

  • Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (abril/1965): Mostra individual que resultou na compra do Relevo n. 15, atualmente instalado na Escola Municipal Roma, em Copacabana (RJ).
  • Galeria São Luiz, São Paulo (junho/1965): Um dos relevos expostos foi adquirido por José Nemirovsky e hoje está no acervo da Estação Pinacoteca, também em São Paulo.
  • 8ª Bienal Internacional de São Paulo (setembro/1965): Camargo exibiu cinco relevos em madeira, incluindo o Relevo n. 13 e o Relevo arborescente n. 41, que foi incorporado ao acervo do Ministério das Relações Exteriores.

Patrimônio que atravessa o tempo

Camargo soube traduzir a matéria em emoção. Seus relevos, ora delicados, ora densos, desafiam a fronteira entre escultura e arquitetura. E mesmo décadas após sua criação, seguem pulsando em edifícios, galerias e espaços públicos — em silêncio, mas sempre em presença.