Defesa da família de Rodrigo Castanheira afirma que caso expõe limites da violência e promete atuação firme para garantir responsabilização do agressor
A confirmação da morte de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, provocou forte reação da família e de seu advogado, Albert Halex, que se manifestou publicamente neste sábado (7/2). O adolescente estava internado havia 16 dias, em estado grave, após ser vítima de agressões durante uma briga em Vicente Pires, no Distrito Federal.
Em declarações divulgadas nas redes sociais, Albert classificou o episódio como uma tragédia que ultrapassa os limites de um processo criminal comum. Segundo ele, o caso não pode ser tratado apenas sob a ótica jurídica, pois envolve valores essenciais da convivência social. “A vida humana não tem preço. Ela não pode ser relativizada, nem medida pelo poder, pela posição social ou pela sensação de impunidade de quem a retira”, afirmou.
O advogado fez críticas diretas ao agressor, Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, que está preso preventivamente. Para Albert, o episódio revela uma lógica perigosa, em que a violência passa a ser naturalizada. “Não estamos falando apenas de um jovem que perdeu a vida, mas de um ataque à própria ideia de humanidade. Quando alguém acredita que pode dispor da vida do outro, todos nós somos atingidos”, declarou.
Ainda segundo o defensor, a morte de Rodrigo não será esquecida nem tratada como mais um número nas estatísticas da violência. Ele ressaltou que sua atuação no caso vai além dos autos e do tribunal. “Este é um compromisso moral e jurídico. Justiça não é vingança, mas é o limite necessário para quem acredita que pode tudo”, disse.
O falecimento do adolescente gerou comoção no Distrito Federal e reacendeu o debate sobre violência entre jovens, responsabilização penal e cultura de impunidade. Com a morte confirmada, a tipificação do crime pode ser revista, o que pode resultar em acusações mais graves contra o agressor.
O caso segue sob investigação, enquanto familiares e amigos de Rodrigo aguardam os desdobramentos judiciais e cobram que a tragédia resulte em justiça e reflexão coletiva.