Decisão do ministro do STF atinge Willer Tomaz em inquérito sobre lavagem de dinheiro que investiga ligação com o senador Flávio Bolsonaro.
BRASÍLIA — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23 de outubro) o bloqueio de até R$ 6 bilhões nas contas do advogado brasiliense Willer Tomaz. A decisão também ordena uma devassa e análise aprofundada sobre a rede de correntistas vinculada à empresa Alcazar Holdings.
A medida foi tomada no âmbito do inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a relação entre o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Perícia da Polícia Federal e alegações das partes
A partir da perícia realizada em dados armazenados na nuvem de Willer Tomaz, a Polícia Federal (PF) localizou um e-mail indicando o parlamentar cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária conjunta mantida no Banco Santander sob a titularidade da empresa Alcazar Holdings, administrada pelo advogado.
Nos relatórios enviados ao STF, a PF cita registros de viagens custeadas, reuniões e encontros sociais entre Tomaz e Flávio Bolsonaro. Apesar da proximidade e da amizade pública entre ambos, a defesa do parlamentar e o advogado negam veementemente a existência de qualquer sociedade, relação comercial ou negócios em conjunto.
A decisão de bloqueio de bens segue sob sigilo parcial de instrução judicial para o prosseguimento das diligências periciais.
Serviço
- Órgão Judicial: Supremo Tribunal Federal (STF)
- Relator: Ministro Alexandre de Moraes
- Alvo da Medida: Advogado Willer Tomaz / Alcazar Holdings
- Valor Bloqueado: Até R$ 6 bilhões
- Status: Inquérito em andamento na Polícia Federal