Dados do Instituto Nacional de Câncer acendem alerta no mês do Outubro Rosa; mortes por tumor mamário no DF já chegam a 187 neste ano
BRASÍLIA — O Distrito Federal deve registrar 1.710 novos casos de câncer de mama e do colo do útero ao longo de 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Os dados projetam 1.410 diagnósticos de câncer de mama e 300 de câncer do colo do útero na capital federal.
Em âmbito nacional, as projeções da publicação do INCA indicam a ocorrência de 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 do colo do útero no Brasil, totalizando 97.920 ocorrências durante o ano.

Indicadores de mortalidade na capital
Além do surgimento de novas ocorrências, dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, do Ministério da Saúde, apontam a gravidade do cenário:
- Câncer de Mama: Provocou 286 mortes no Distrito Federal em 2025 e 21.848 no Brasil. Em 2026, até o momento, os registros contabilizam 187 óbitos no DF e 13.622 no país.
- Câncer do Colo do Útero: Causou 97 mortes no DF em 2025 (7.455 no Brasil). Em 2026, os registros parciais indicam 52 mortes no DF e 4.567 nacionalmente.
Importância do rastreamento assintomático
Especialistas reforçam a necessidade do acompanhamento preventivo contínuo, lembrando que ambas as neoplasias costumam ser assintomáticas nos estágios iniciais.
“Os números mostram a dimensão que o câncer de mama e o câncer do colo do útero ainda representam para a saúde das mulheres. O cuidado com a saúde não deve começar apenas quando aparecem sintomas. O rastreamento é essencial exatamente porque essas doenças podem permanecer silenciosas nas fases iniciais”, alerta o dr. Gustavo Barison, ginecologista e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Exames e sinais de alerta:
- Prevenção da Mama: A mamografia é o principal exame de rastreamento. Fique atenta a caroços (nódulos) na mama ou axila, alterações no mamilo e retrações de pele.
- Prevenção do Colo do Útero: Realizado via Papanicolau (exame citopatológico) e testes de DNA-HPV para identificar lesões antes que virem câncer. Sinais como sangramentos vaginais fora do período menstrual e dor pélvica persistente exigem investigação médica.