Onda de assaltos assusta comerciantes em Águas Claras e mobiliza pedido por segurança no DF

Empresários relatam sucessivas invasões e tentativas de arrombamento em prédios comerciais da região. Polícia registra queda em índices gerais, mas categoria cobra reforço no policiamento.

ÁGUAS CLARAS — A sensação de insegurança tem tirado o sono de empresários e lojistas em Águas Claras, uma das regiões administrativas de maior crescimento comercial do Distrito Federal. Somente na última semana, um único edifício comercial na cidade foi palco de três episódios de assaltos e tentativas de furto, acendendo o alerta da comunidade local para a vulnerabilidade dos estabelecimentos durante a madrugada.

Entre as vítimas está Marcos, proprietário de um comércio invadido no período noturno. O criminoso forçou a entrada do local, subtraiu mercadorias e causou um prejuízo financeiro direto no caixa do estabelecimento.

A poucos metros dali, Anderson, dono de uma cafeteria na mesma quadra, viveu momentos de apreensão ao encontrar a fachada de seu negócio com marcas de tentativa de arrombamento:

“Isso nunca aconteceu por aqui. A gente investe, trabalha o dia todo e, quando chega de manhã, se depara com esse tipo de ameaça. A sensação de insegurança entre os lojistas é generalizada”, relatou Anderson.

Divergência nos dados e cobrança por fiscalização

A sequência de crimes contrasta com as estatísticas oficiais. Segundo levantamento recente da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Águas Claras apresentou uma tendência de queda nos índices gerais de criminalidade na região. No entanto, comerciantes argumentam que a mancha criminal noturna exige um patrulhamento ostensivo focado em centros comerciais e galerias.

Além da atuação das forças de segurança, moradores e empresários cobram maior ordenamento urbano no espaço público:

  • Segurança Pública: Pedido de intensificação de rondas da Polícia Militar do DF (PMDF) nos horários de menor movimento.
  • Ordenamento e Fiscalização: A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) informou que já realizou oito operações de fiscalização sobre o comércio ambulante na região desde o início do ano, visando manter o ordenamento das calçadas e acessos comerciais.

Enquanto aguardam o reforço na segurança, lojistas da região têm investido por conta própria no compartilhamento de câmeras de monitoramento e na contratação de vigilância privada para tentar evitar novos prejuízos.

Opções de desdobramento para redes sociais e imprensa

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