Jeff Bezos afirma que IA pode permitir semana de trabalho de três dias e rebate tese de desemprego em massa

Fundador da Amazon defende que ganhos de produtividade gerados pela tecnologia reforçarão a renda familiar e nega relação entre demissões na empresa e inteligência artificial.

Por Redação O Brasiliense

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, declarou que os avanços em inteligência artificial (IA) têm potencial para gerar saltos de produtividade tão expressivos a ponto de permitir jornadas de trabalho reduzidas a três dias por semana, ou possibilitar que apenas um integrante da família mantenha o sustento financeiro do lar.

A declaração foi dada durante entrevista à emissora americana Fox News. O bilionário — cuja fortuna é estimada pela Forbes em cerca de US$ 378,6 bilhões — se posicionou de forma oposta a economistas e especialistas que preveem demissões em massa causadas pela automação.

“Entendo que muitas pessoas inteligentes estão prevendo perdas de empregos impulsionadas pela IA. Acontece que eu discordo dessas pessoas. Os ganhos de produtividade podem permitir que alguns decidam: ‘Posso sustentar minha família trabalhando apenas três dias por semana'”, afirmou Bezos.

Demissões na Amazon e a tese da “bolha positiva”

Questionado sobre as cerca de 30 mil demissões promovidas pela Amazon nos últimos 12 meses, Bezos rechaçou qualquer ligação com a automação por IA. Segundo ele, os desligamentos decorreram do ajuste ao forte aumento de contratações realizado no período pós-pandemia.

O empresário também abordou o momento atual do mercado tecnológico, comparando os altos investimentos em IA a uma “bolha industrial positiva”. Segundo sua tese, mesmo que investidores percam recursos em momentos de especulação, os avanços tecnológicos permanecem como legado para a sociedade.

Ao comentar a proposta de rebater a tecnologia como “Superinteligência” (SI) em vez de “Inteligência Artificial”, Bezos aprovou a mudança semântica: “Gosto do termo. ‘Artificial’ passa a ideia de algo falso, como um adoçante artificial”.

Rodapé — O Brasiliense