Jurista sul-africana Navi Pillay vence o Prêmio Nobel da Paz 2026

Ex-alta comissária da ONU e ex-juíza internacional é laureada por seu papel no direito internacional; escolha gera reações de Israel e críticas do ex-presidente norte-americano Donald Trump

Por O Brasiliense

A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi anunciada como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. O Comitê Nobel concedeu a honraria em reconhecimento à sua trajetória histórica e aos seus esforços contínuos na promoção da paz global, dos direitos humanos e na consolidação do direito internacional.

A carreira de Pillay é marcada por atuações decisivas na justiça global:

  • Luta Contra o Apartheid: Atuou na Suprema Corte da África do Sul e destacou-se ao garantir assistência jurídica ao líder Nelson Mandela durante seu período de prisão.
  • Organização das Nações Unidas: Chefiou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e atuou como juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI).
  • Conflitos no Oriente Médio: Mais recentemente, presidiu uma comissão de inquérito da ONU que concluiu pela ocorrência de atos de genocídio em Gaza — conclusões que foram rejeitadas pelo governo de Israel, que acusou a comissão de parcialidade.

Reações Internacionais: Israel, Trump e Sanções dos EUA

A concessão do prêmio a Navi Pillay provocou reações imediatas no cenário político internacional:

  • Governo de Israel: Um ministro israelense criticou publicamente a premiação, reiterando as acusações de que a jurista e suas comissões atuariam de forma tendenciosa.
  • Donald Trump: O ex-presidente dos EUA voltou a demonstrar insatisfação por não ter sido contemplado. Em sua rede social Truth Social, Trump compartilhou publicações condenando a escolha de Pillay e ressaltando suas próprias ações diplomáticas como mais merecedoras do prêmio.
  • Retaliação de Washington: Poucas horas após o anúncio do Nobel, o governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação de sanções contra o Tribunal Penal Internacional. As novas medidas ultrapassam restrições a magistrados e passam a alcançar até mesmo empresas privadas que prestem serviços ou forneçam suporte logístico à Corte internacional.

Rodapé — O Brasiliense