Fachin aciona Polícia Federal para investigar ameaças de morte contra Flávio Dino e ministros do STF

Presidente da Corte encaminha relatório técnico de segurança à PF após publicação de mensagens com incitação à violência nas redes sociais; Dino afirma que não alterará sua atuação profissional

Por O Brasiliense

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, encaminhou à Polícia Federal (PF), na noite de sexta-feira (9 de outubro de 2026), um pedido formal para que sejam investigadas severas ameaças de morte direcionadas ao ministro Flávio Dino e a outros integrantes do tribunal.

A medida foi tomada após o próprio ministro Flávio Dino tornar públicas, em suas redes sociais, mensagens contendo incitações à violência e ameaças explícitas contra magistrados da Corte.

Avaliação Técnica e Conteúdo das Ameaças

A solicitação foi acompanhada de um relatório técnico elaborado pela Secretaria de Segurança do STF (Polícia Judicial), que compilou ataques, injúrias e incitações à agressão física colhidos na internet. Entre as mensagens identificadas pela equipe de inteligência da Corte, há menções diretas a atos de fuzilamento e agressões direcionadas a ministros.

Em nota oficial, o STF enfatizou que “permanece atento à segurança de seus ministros e em articulação com os órgãos competentes para garantir a proteção de seus integrantes e a preservação das instituições”.

Defesa da Independência do Judiciário

Ao expor o caso, o ministro Flávio Dino ressaltou que a disseminação de informações falsas tem impulsionado discursos de ódio, mas garantiu que as intimidações não impactarão suas decisões nem a conduta no tribunal:

“Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, declarou o magistrado.

Dino acrescentou uma reflexão sobre o papel do magistrado no Estado Democrático de Direito: “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”.

Rodapé — O Brasiliense