Centro-Oeste lidera queda em furtos de veículos, mas alto índice de acidentes mantém busca por proteção

Região registrou redução de 18,99% nas ocorrências de furto, mas lidera mortalidade no trânsito nacional, impulsionando demanda por alternativas acessíveis

Por O Brasiliense

A região Centro-Oeste alcançou a maior redução no número de furtos de veículos no país, com uma queda de 18,99%, segundo dados do Mapa da Segurança Pública. O resultado posiciona os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul entre as unidades federativas com menores índices para esse tipo de crime. Em contrapartida, a região figura como a mais violenta do país no trânsito, registrando 24,6 óbitos por 100 mil habitantes, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

O contraste entre a queda nos furtos e o elevado índice de sinistros nas vias urbanas e rodovias regionais sustenta a procura contínua por garantias para automóveis e motocicletas, indispensáveis para a mobilidade e o sustento da população local.

“Apesar de o número de furtos ter caído no Centro-Oeste, a ocorrência de sinistros segue em alta na região. Levando em conta que o carro é um bem essencial na vida de uma pessoa, seja para locomoção ou como fonte de renda, ainda é importante proteger esse ativo”, analisa Ubirani Pinho, CEO da associação TODOS Protegidos.

Veículo como Ativo Financeiro e Meio de Trabalho

Além de responder pelo transporte diário, o automóvel desempenha papel central na economia das famílias e dos trabalhadores autônomos do Centro-Oeste:

  • Reserva de Liquidez: No Brasil, automóveis e motos funcionam frequentemente como reserva financeira emergencial, convertida em capital em situações de urgência médica ou quitação de dívidas.
  • Ferramenta de Renda: Dados do IBGE indicam que 80,4% dos trabalhadores por aplicativo na região Centro-Oeste atuam com transporte de passageiros ou entregas por meio de veículos.
  • Prevenção de Danos: Sinistros não planejados podem resultar na paralisação da rotina de trabalho e no comprometimento da renda familiar.

Proteção Veicular e Acessibilidade no Mercado

A regulamentação dada pela Lei Complementar nº 213/2025 consolidou o modelo de proteção veicular mutualista como alternativa aos seguros convencionais. O sistema opera mediante rateio de custos entre os associados, o que permite praticar mensalidades até 20% inferiores às médias de mercado.

A modalidade vem expandindo sua presença regional por meio do formato de franquias em estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Pará e no Distrito Federal, visando atender motoristas de menor renda e profissionais do transporte de passageiros e mercadorias.

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