Eleições 2026: Em sabatina da Fecomércio, Kiko Caputo defende setor produtivo e critica “feudos” no GDF

Candidato do Novo ao Governo do Distrito Federal promete integrar dados da administração pública e aproximar empresários da construção de políticas regionais

O Brasiliense — O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Partido Novo, Kiko Caputo, participou nesta quinta-feira (3/9) de uma sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF). Durante o encontro com empresários locais, Caputo defendeu que a iniciativa privada participe da elaboração das políticas públicas e criticou a divisão política da máquina pública em “feudos” operados por partidos políticos.

Advogado com 32 anos de atuação profissional, o postulante ao Buriti enfatizou que pretende atuar como uma alternativa independente e sem alianças fisiológicas com o sistema político tradicional do DF.

Desenvolvimento Econômico e Políticas Sociais

O candidato argumentou que a principal função do Estado é induzir o desenvolvimento em vez de figurar como o principal empregador da região:

  • Papel do Trabalho: Para Caputo, a inserção no mercado de trabalho é o programa social mais eficiente. “Não há programa social mais efetivo do que o trabalho. Isso dignifica a pessoa humana”, afirmou.
  • Rede de Proteção: O postulante ressaltou a relevância dos programas sociais para populações vulneráveis, exemplificando os desafios enfrentados por mães atípicas sem acesso a creches ou escolas em tempo integral.

Críticas à Fragmentação e Integração de Dados

Um dos pontos centrais da exposição do candidato do Novo foi a falta de comunicação e compartilhamento de dados entre as secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF):

“O parcelamento irresponsável do Estado está criando feudos que não se comunicam. Nem os dados de cada secretaria são compartilhados. Como é que você vai fazer uma política pública se você sequer tem a gerência sobre os dados? Os dados são do Estado e têm que ter uma coordenação”, declarou Kiko Caputo.

Ao encerrar a participação, Caputo questionou a continuidade de arranjos políticos tradicionais e reafirmou não ter compromissos com grupos partidários ou bancadas parlamentares na capital.

Rodapé — O Brasiliense