Celina atribui demora em empréstimo do BRB a entraves burocráticos e rebate oposição: “Fazem campanha contra nossa cidade”

Governadora do DF afirma que operação de R$ 6,6 bilhões depende do envio de documentos de bancos privados e defende gestão à frente da crise na instituição financeira.

O Brasiliense — A governadora do Distrito Federal e pré-candidata à reeleição, Celina Leão (PP), justificou neste domingo (2/8) os motivos pelos quais o aporte de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para a reestruturação do Banco de Brasília (BRB) ainda não foi concluído. A declaração ocorreu durante o ato que oficializou sua pré-candidatura ao Palácio do Buriti.

Segundo a chefe do Executivo local, o processo — homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 28 de maio — está na fase final, mas esbarra na consolidação burocrática de instituições privadas envolvidas no consórcio de garantias.

“O BRB está em fase de recuperação e falta apenas a assinatura do acordo. Está mais devagar porque quem comanda é o Banco do Brasil e ele está terminando de pegar a documentação de todos os bancos N1 que vão participar do consórcio”, explicou Celina.

Ataque aos adversários e alerta sobre impacto econômico

Prevendo que o socorro financeiro ao BRB será um dos temas centrais dos debates no pleito distrital, Celina Leão elevou o tom contra as críticas recebidas pela oposição e rebateu os discursos de pré-candidatos adversários:

“Eles são tão irresponsáveis que fazem campanha contra a nossa cidade. Eles não imaginam o que seria a liquidação de um banco como esse. É só lembrá-los que a previdência dos servidores públicos está dentro do BRB, assim como os programas sociais”, declarou.

A governadora destacou ter assumido a liderança direta das negociações com o Banco Central e com o Supremo para evitar a intervenção na instituição bancária local:

  • Centralização do pagamento de servidores: A folha do funcionalismo e os fundos previdenciários do DF dependem da higidez financeira do BRB.
  • Falta de alternativas da oposição: “Nenhum trouxe nenhuma solução. Quem resolveu fui eu”, concluiu Celina, posicionando a recuperação do banco como marca da sua capacidade de gestão em momentos de crise.