
Nos momentos finais da janela eleitoral, partidos travam negociações intensas em Brasília para selar coligações e definir os nomes que concorrem ao governo e ao Senado
O Brasiliense — Com a contagem regressiva para o encerramento do prazo das convenções partidárias, a corrida eleitoral na capital federal entra na sua fase mais estratégica. Até o limite fixado pela Justiça Eleitoral no próximo dia 5, as siglas partidárias correm para bater o martelo sobre a composição das chapas majoritárias, definir vices e amarrar alianças de última hora.
O pontapé inicial desse ciclo decisivo veio com a oficialização da aliança entre o PP e o Republicanos. A atual governadora, Celina Leão, teve o nome do ex-secretário Gustavo Rocha sacramentado para compor a vaga de vice na busca pela permanência no Palácio do Buriti.
Novas opções na corrida e indefinições de peso
Enquanto o bloco governista desenha seu projeto de manutenção, a oposição mobiliza suas bases para consolidar alternativas na capital:
- A aposta do Novo: A legenda lança o advogado Kiko Caputo na disputa pelo Executivo local. O projeto do partido para o cenário do DF traz ainda o magistrado aposentado Sebastião Coelho figurando na chapa majoritária para a vaga de senador.
- O impasse do MDB: Um dos atores centrais do pleito, a sigla chega ao momento decisivo sob intensa expectativa nos bastidores. O partido avalia três caminhos: respaldar a campanha de Celina Leão, pleitear a indicação ao Senado ou romper com a atual gestão para encabeçar uma candidatura própria ao comando do DF.
Nas próximas horas, o cenário político do Distrito Federal ganha seus contornos finais. Resta saber como a articulação dos bastidores vai ressoar na preferência do eleitorado brasiliense.