Presidente nacional do PL também defendeu união interna na campanha para evitar agravamento da situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro
O cenário sucessório no Distrito Federal ganhou novos contornos com as declarações do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Em entrevista à CNN, o dirigente partidário manifestou forte otimismo quanto a uma provável candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a uma cadeira no Senado Federal pela capital do país, cravando que ela liderará a disputa.
De acordo com Valdemar, a resistência inicial de Michelle em ingressar formalmente nas urnas foi superada após diálogos estratégicos sobre o seu papel na longevidade política da legenda. O cacique do PL enfatizou que o mandato de oito anos no Legislativo dará a musculatura e o tempo necessários para consolidar sua trajetória pública.
“Eu disse para ela: ‘Presidente, é muito prejuízo para o partido e para a sua vida. A senhora se elege e fica oito anos no Senado e vai ter base para seguir em frente na política’, porque ela é nova. Então, eu acho que ela vai se candidatar e vai chegar em primeiro lugar em Brasília. Eu não tenho nenhuma dúvida disso”, relatou o dirigente.
Palanque unificado e xadrez político
O comandante do PL também foi interpelado sobre a convivência interna na sigla, especificamente se a ex-primeira-dama dividirá palanque com o senador Flávio Bolsonaro (PL), cotado como o nome do partido para a disputa presidencial. Valdemar sinalizou de forma positiva, pregando pacificação e pragmaticidade tática entre as principais lideranças conservadoras sob uma justificativa de sobrevivência jurídica do grupo político.
“Nós não podemos brigar entre nós porque senão o [Jair] Bolsonaro fica mais 10 anos preso”, declarou textualmente o presidente da legenda, fazendo alusão direta à situação penal e ao isolamento do ex-chefe do Executivo.
Divergência sobre o PL Mulher
Ainda durante a entrevista, Valdemar Costa Neto expôs uma discordância tática de bastidor ao se posicionar contra o recente recuo de Michelle na liderança do braço feminino da sigla. O dirigente defendeu o retorno ou a manutenção da ex-primeira-dama na presidência do PL Mulher, destacando sua capacidade de mobilização popular e apelo eleitoral junto ao eleitorado feminino, considerado um ativo indispensável para as pretensões gerais da legenda nos estados.