Distrito Federal conquista quatro troféus na ExpoQueijo Brasil 2026, em Araxá

Com uma medalha de Ouro, duas de Prata e uma de Bronze, produtores da capital federal se destacam na maior competição de queijos artesanais das Américas

O Distrito Federal consolidou sua posição de destaque no cenário da gastronomia autoral ao conquistar quatro troféus na ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards. Considerada a maior competição de queijos artesanais das Américas, o evento foi realizado entre os dias 25 e 28 de junho, em Araxá (MG). A comitiva brasiliense encerrou sua participação no torneio internacional garantindo um troféu Ouro, dois troféus Prata e um troféu Bronze, chancelando a qualidade técnica da produção desenvolvida no Cerrado.

Esta edição histórica do concurso reuniu aproximadamente mil amostras de produtos oriundos de 19 países, avaliadas por um corpo de jurados composto por mais de 200 especialistas nacionais e internacionais. Para os produtores do Distrito Federal, o resultado coroa investimentos em manejo, qualidade do leite e processos de maturação aplicados nas propriedades locais.

Entre os nomes premiados na competição está a produtora brasiliense Giovana Navarro Santana de Almeida. Após retomar a fabricação comercial há cinco anos, ela celebrou o impacto das medalhas para a projeção da marca.

“É uma emoção muito grande, porque isso reforça o nosso trabalho. Nos faz entender a importância do que a gente faz e que devemos fazer cada dia melhor. Por mais que o nosso trabalho seja muito bem feito, é sempre bom ser validado pelos concursos. Isso faz com que as pessoas enxerguem a qualidade do produto e reconheçam que estamos no caminho certo”, afirmou Giovana.

Brasil fatura o prêmio máximo desbancando gigantes europeus

O título principal da feira internacional, o prestigiado troféu Super Ouro, permaneceu em solo nacional. O grande vencedor da noite foi o Queijo Maranata Ouro, produzido pelo especialista Henrique Lamim no Rancho Maranata, localizado no município de Virgínia (MG). O queijo brasileiro competiu na categoria de leite cru, casca lisa e/ou lavada, apresentando um tempo de maturação superior a 180 dias.

A conquista teve um sabor especial por desbancar potências tradicionais da Europa e da América Latina. O queijo de Minas Gerais, maturado por nove meses, superou iguarias globais de peso no julgamento cego.

“Concorremos com os reis do parmesão, os italianos, o Parmigiano Reggiano e o Grana Padano. Com a graça de Deus, meu queijo conquistou o Ouro e o Super Ouro”, celebrou Lamim.

Com o resultado de 2026, o Brasil iguala o histórico de títulos das grandes escolas queijeiras no topo da ExpoQueijo. A Itália sagrou-se campeã nas duas primeiras edições do torneio, a Argentina levou a melhor nos anos de 2023 e 2024, enquanto os produtores brasileiros garantiram o primeiro lugar em 2025 e mantiveram a hegemonia nesta temporada.