Por O Brasiliense
A loja da Animale no shopping Iguatemi Brasília transformou-se em um ponto de convergência entre a moda, a arte contemporânea e o debate sobre o comportamento feminino. Entre os dias 10 e 12 de junho, a artista plástica Juliana Possa apresentou no espaço a exposição “Alisha – Sem Mapas”, uma mostra que reuniu nove telas inéditas produzidas pela pintora gaúcha radicada na capital federal.
A exibição foi desenhada para convidar o público a uma imersão sensorial e reflexiva sobre as múltiplas transições, recomeços e a busca por autenticidade que atravessam a vida da mulher moderna.

A Metáfora da Borboleta Livre
O fio condutor da narrativa artística da série é a figura de Alisha, uma borboleta que assume o papel de símbolo da liberdade e da reinvenção constante. Ao abrir mão de trajetórias preestabelecidas ou roteiros rígidos, as obras exploram cores frias e quentes, além de texturas e movimentos que dão corpo a diferentes estados emocionais e facetas da essência feminina.
“Alisha é sobre liberdade. Sobre entender que não precisamos permanecer as mesmas para sermos autênticas. Assim como as borboletas, carregamos dentro de nós a capacidade de mudar, florescer e descobrir novos horizontes. Cada obra desta série é um convite para olhar para dentro e encontrar beleza no próprio processo de transformação”, explica a artista plástica Juliana Possa.
A proposta conceitual da coleção defende que o ato de se transformar não deve ser encarado como um destino final, mas sim como uma escolha de vida diária e consciente. Por meio de tons que variam entre o azul profundo, o dourado reluzente e nuances vibrantes e silenciosas, cada quadro expressa uma faceta dessa borboleta que escolhe voar em direção ao desconhecido para desenhar novos horizontes.

Das Coxilhas Gaúchas ao Concreto de Brasília
Nascida no Rio Grande do Sul, Juliana Possa desenvolveu desde a infância uma relação íntima com a observação dos silêncios, do tempo e das paisagens naturais. No entanto, foi com a mudança para o Centro-Oeste que sua produção artística ganhou novos contornos e maturidade plástica. Os monumentos, a arquitetura moderna, os traços retos e os amplos vazios urbanos de Brasília funcionaram como catalisadores para que ela traduzisse sentimentos íntimos em matéria visual.
O projeto executivo, o mailing de convidados e a curadoria da exposição ficaram sob a responsabilidade de Renata Andrade, especialista em posicionamento de marcas e criação de experiências de luxo. A intenção da curadora foi aproximar as criações da artista de uma rede formada por colecionadores de arte, formadores de opinião e clientes assíduos da grife.
“Me sinto profundamente representada por Alisha porque ela traduz a liberdade de não caber em uma única definição. Somos plurais, desempenhamos diferentes papéis ao longo da vida e temos o direito de nos reinventar quantas vezes forem necessárias. Foi essa mensagem que me encantou e que tornou essa exposição tão especial”, conclui Renata Andrade.
