Evento acontece de 22 a 25 de abril e marca o planejamento do novo Centro Cultural do Sesc-DF, com debates sobre decolonialidade, arte, memória, território e futuros possíveis
O Sesc Distrito Federal promove, entre os dias 22 e 25 de abril de 2026, o seminário internacional “Cultura para Quê? Centros de Arte, Decolonialidade e Futuros Possíveis”, reunindo em Brasília alguns dos principais nomes do pensamento contemporâneo no campo da arte, da cultura e das humanidades. O encontro será realizado no Sesc Cultural da Asa Norte (511 Norte) e integra a construção da proposta de trabalho do novo Centro Cultural do Sesc-DF, complexo em implantação na capital federal.
Com eixo conceitual desenvolvido por Manuel Borja-Villel e Micaela Neiva, o seminário propõe uma reflexão crítica sobre o papel das instituições culturais na contemporaneidade, discutindo como museus e centros de arte podem se reinventar a partir de perspectivas mais plurais, inclusivas e conectadas ao território. A programação combina mesas de debate, mostras audiovisuais, oficinas e intervenções artísticas, articuladas em torno de temas como racismo, extrativismo, colonialidade, migrações, saberes indígenas e futuros possíveis.
Confira a programação e os principais palestrantes:
Programação
22 de abril | Dia 1
- 10h às 17h — Oficina com Olivier Marboeuf
23 de abril | Dia 2
- 9h — Apresentação institucional Sesc
- 10h — Abertura do encontro, com Manuel Borja-Villel e Irene Valle Corpas
- 10h45 às 12h45 — Mesa de Abertura, com Leda Maria Martins e Adriana Guzmán Arroyo (Jalliu Kipa)
- 14h45 às 16h — Mostra Audiovisual
- 16h15 às 18h15 — Mesa 1: À Margem do Mundo, com Claudio Alvarado Lincopi, Raquel Rolnik e Jota Mombaça
- 18h30 — Intervenção artística com Paulo Nazareth
24 de abril | Dia 3
- 9h — Mostra Audiovisual
- 10h50 às 13h20 — Mesa 2: Partir permanecendo. Êxodos para um outro fim possível, com Farid Rakun, Gladys Tzul Tzul, Suely Rolnik e Verónica Gago
- 15h20 às 16h10 — Mostra Audiovisual
- 16h25 às 18h25 — Mesa 3: Ambientes para a vida. Driblar os mapas, com Saphiya Abu Al-Maati, Yuderkys Espinosa-Miñoso e Paulo Tavares
- 18h40 — Intervenção artística com Jamile Cazumbá
25 de abril | Dia 4
- 9h — Mostra Audiovisual
- 10h às 12h — Mesa 4: Caminhar com o passado à frente, com Fatima El-Tayeb, Marco Baravalle e Ana Longoni
- 14h — Exibição de Filha Natural, de Aline Motta, com narração ao vivo da artista
- 14h16 — Fala de Aline Motta sobre o filme
- 14h55 às 16h55 — Mesa de Encerramento, com Rosane Borges e Ailton Krenak
- 17h10 — Intervenção artística / instalação com Olivier Marboeuf — Wall Drawing
Palestrantes em destaque
- Manuel Borja-Villel (Espanha) — Historiador da arte e ex-diretor do Museo Reina Sofía
- Ailton Krenak (Brasil) — Líder indígena, ambientalista, filósofo e imortal da ABL
- Raquel Rolnik (Brasil) — Arquiteta, urbanista e ex-relatora da ONU para o Direito à Moradia
- Suely Rolnik (Brasil) — Psicanalista, crítica de arte e referência internacional em micropolítica e subjetividade
- Fatima El-Tayeb (Alemanha/EUA) — Professora de Etnicidade, Raça e Migração na Universidade de Yale
- Verónica Gago (Argentina) — Professora da Universidade de Buenos Aires e referência em feminismo e economias populares
- Leda Maria Martins (Brasil) — Poeta, ensaísta, dramaturga e professora emérita da UFMG
- Jota Mombaça (Brasil) — Artista e pensadora com atuação destacada em debates sobre corpo, dissidência e política
- Sandra Benites (Brasil) — Curadora e pesquisadora indígena
- Paulo Tavares (Brasil) — Arquiteto e pesquisador com atuação internacional
- Ana Longoni (Argentina) — Intelectual e pesquisadora da arte latino-americana
- Gladys Tzul Tzul (Guatemala) — Intelectual indígena e pensadora de referência na América Latina
Serviço
- O quê: Seminário Internacional “Cultura para Quê? Centros de Arte, Decolonialidade e Futuros Possíveis”
- Quando: 22 a 25 de abril de 2026
- Onde: Sesc Cultural – Asa Norte (511 Norte), Brasília-DF