Dívida, imóveis e pressão judicial: ex-presidente do BRB vira alvo de nova ofensiva do banco

Paulo Henrique Costa é cobrado por empréstimos consignados e pessoais, enquanto banco estatal busca garantir pagamento com averbação e futura penhora de bens

A crise em torno da antiga gestão do BRB ganhou um novo capítulo com a cobrança judicial contra o ex-presidente Paulo Henrique Costa. O banco estatal do Distrito Federal tenta receber R$ 1,78 milhão em dívidas e já avançou sobre o patrimônio do ex-dirigente ao pedir a penhora de imóveis em seu nome. Os valores cobrados foram detalhados por VEJAR$ 799,4 mil em empréstimos consignados e R$ 978,3 mil em empréstimos pessoais. 

A estratégia do banco não passou por uma cobrança simbólica. A Justiça autorizou a averbação dos processos nas matrículas de imóveis ligados a Costa, o que dificulta eventual venda desses bens e prepara o terreno para uma execução patrimonial mais dura caso a dívida não seja quitada. Segundo VEJA, são cinco imóveis identificados até agora. 

No processo referente aos R$ 799 mil, o BRB afirma que os pagamentos foram interrompidos em dezembro de 2025, pouco depois do afastamento e da posterior demissão do executivo. O InfoMoney registrou que a saída ocorreu na esteira da Operação Compliance Zero, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master

Na ação, o banco também pediu que a Justiça expedisse mandado de citação, penhora e avaliação de bens para garantir o pagamento do montante. O InfoMoney informou ainda que, se não forem encontrados bens suficientes, o BRB chegou a pedir a penhora de até 30% do salário do ex-executivo, que é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal

A repercussão do caso cresce porque Paulo Henrique Costa comandou o BRB justamente no período em que o banco ampliou sua exposição em operações hoje questionadas. O InfoMoney destacou que ele é alvo de apuração no STFrelacionada ao caso Master, o que adiciona dimensão política e institucional à cobrança financeira. 

Até aqui, o ex-presidente não comentou o mérito da cobrança. Conforme relatado por VEJA, ele disse que não irá se manifestar, enquanto o banco mantém a linha de não comentar casos específicos de clientes.