A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retomou os trabalhos legislativos de 2026 com sessão solene marcada por discursos sobre unidade política e pedidos de apuração sobre a crise que envolve o Banco de Brasília (BRB).
Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), defendeu uma atuação parlamentar focada no interesse coletivo da população do DF. “Os deputados divergem ideologicamente, mas têm em comum o compromisso com o bem da população”, afirmou.
O governador Ibaneis Rocha (MDB), que era aguardado para a sessão, não compareceu, o que gerou expectativa entre os presentes, já que a crise no BRB envolve decisões que podem depender de articulação entre os poderes Executivo e Legislativo.
Logo após a fala de Wellington Luiz, apenas deputados da oposição utilizaram a tribuna. O foco dos discursos foi a polêmica compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB — operação que gerou consequências graves, como a prisão do empresário Daniel Vorcaro, a liquidação do Banco Master, e o afastamento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Os parlamentares cobraram a abertura de uma investigação formal para apurar o caso e pediram mais transparência nas ações do banco público, que, segundo o Banco Central, pode enfrentar um rombo de até R$ 5 bilhões em função da operação com o Master.
A expectativa agora recai sobre as próximas sessões da CLDF, onde o tema deve continuar em pauta, com possíveis convocações de autoridades do banco e articulações políticas para mitigar os impactos da crise financeira no DF.