Três técnicos de enfermagem foram presos sob suspeita de assassinato de pacientes no Hospital Anchieta; deputados distritais pedem seriedade e respeito às vítimas e à categoria
Brasília — O caso que abalou o sistema de saúde do Distrito Federal — envolvendo a prisão de três técnicos de enfermagem acusados de assassinar pacientes dentro da UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga — gerou forte reação na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Parlamentares da Comissão de Saúde lamentaram o ocorrido e destacaram a gravidade dos fatos, pedindo investigação rigorosa e respeito às famílias das vítimas.
A presidente da comissão, deputada Dayse Amarilio (PSB), que também é enfermeira, manifestou solidariedade pública aos familiares e classificou o momento como de “dor, perplexidade e indignação”. Para ela, os crimes investigados não representam a verdadeira missão dos profissionais da enfermagem.
“Nós, profissionais de enfermagem, fizemos um juramento de compromisso com a vida. O que está sendo investigado não condiz com a essência da enfermagem brasileira nem com a conduta da imensa maioria dos técnicos e técnicas que atuam com ética, humanidade e responsabilidade”, afirmou a deputada.
Indignação e choque entre os profissionais da Saúde
O vice-presidente da comissão, deputado Jorge Vianna (PSD) — também com formação na área da Saúde — disse ter recebido a notícia com “choque e abalo”. Ele reforçou que a conduta dos investigados não deve manchar a imagem de uma categoria inteira que, historicamente, é essencial e dedicada ao cuidado com a vida.
A prisão dos três profissionais, efetuada pela Polícia Civil do DF (PCDF), gerou comoção tanto no meio político quanto entre profissionais da saúde e população em geral. Segundo informações preliminares, os crimes teriam ocorrido dentro do ambiente hospitalar, o que aumenta a gravidade das acusações e levanta questionamentos sobre os protocolos de fiscalização, supervisão e denúncia dentro das unidades de saúde privadas.
Clamor por justiça e defesa da profissão
A Comissão de Saúde da CLDF informou que acompanhará de perto os desdobramentos do caso e cobrou da Justiça e das autoridades policiais transparência, seriedade e agilidade nas investigações, para que a verdade seja esclarecida e os responsáveis — se confirmadas as acusações — punidos com o devido rigor da lei.
Ao mesmo tempo, os deputados reforçaram o compromisso com a valorização da enfermagem ética e comprometida, que forma a espinha dorsal do atendimento hospitalar, especialmente nas UTIs.
“Não podemos permitir que atos isolados, se comprovados, sejam usados para generalizações injustas. O foco agora deve ser em respeitar as vítimas, punir os culpados e preservar a dignidade da profissão”, concluiu Dayse Amarilio.