Seios expostos e “anarquismo”: que fim levou o movimento ucraniano Femen?

O movimento Femen nasceu em 2008 na Ucrânia e desde o início reúne militantes que reivindicam um feminismo mais “radical”, conhecido como “sextremismo”. As participantes se manifestam contra exploração sexual, religião, ditadura e homofobia, e exigem a abolição total do patriarcado em protestos marcados por seios de fora.

Há discussões sobre quem de fato fundou o grupo. Muitos dizem que a ucraniana Anna Hutsol criou o Femen em 10 de abril de 2008. Já o documentário “Ukraine Is Not a Brothel” (na tradução algo como “A Ucrânia não é um bordel”) afirma que o movimento foi feito pelo cientista político Viktor Svyatsky — a informação também foi confirmada por Inna Shevchenko, atual líder da organização.

Apesar de ter nascido em solo ucraniano, o Femen acabou fixando bases na França. Uma das líderes do movimento, Inna Shevchenko, fugiu da Ucrânia em direção à França em 2012, após sofrer perseguição por quebrar uma cruz em apoio às cantoras russas da banda Pussy Riot.

O grupo não tem fins lucrativos e conta com membros ativos e contribuintes, membros patrocinadores e membros honorários. Todos os participantes são voluntários. Segundo o Le Monde, em 2013, quem quisesse contribuir com o movimento pagava 10 euros (pouco mais de R$ 50 na cotação atual).