Festival, que vinha sendo promovido como “Pepsi MAX presents Wireless”, mantém Ye no topo do line-up mesmo sob pressão política e comercial.
A Pepsi anunciou a retirada do patrocínio do Wireless Festival depois da confirmação de Ye, nome artístico de Kanye West, como atração principal dos três dias do evento, marcado para 10, 11 e 12 de julho, em Finsbury Park, Londres. Até então, o festival vinha sendo divulgado como “Pepsi MAX presents Wireless”.
A decisão ocorreu em meio à escalada da reação pública à presença do artista no line-up. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou a escolha como “profundamente preocupante” e afirmou que manifestações antissemitas precisam ser enfrentadas com firmeza. A pressão também foi reforçada por lideranças da comunidade judaica e por outros atores políticos no Reino Unido.
Apesar da saída da Pepsi, o festival segue, até aqui, com o show mantido. O site oficial ainda exibia Ye como headliner dos três dias e mantinha a marca Pepsi MAX na apresentação do evento no momento em que a controvérsia ganhou força.
O desgaste ultrapassou a relação com a Pepsi. A Diageo também retirou seu apoio ao festival, ampliando o impacto comercial da crise e transformando a escalação de Ye em um problema não apenas artístico, mas também de imagem para os patrocinadores.
No Brasil, o artista já havia enfrentado resistência semelhante. Em novembro de 2025, um show previsto para o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, acabou cancelado após a prefeitura barrar o uso do espaço. A apresentação era organizada pela Holding Entretenimento & Networking e foi inviabilizada depois do veto municipal.