Desincompatibilização até 4 de abril deve provocar mudanças no primeiro escalão do governo, com nomes mirando Câmara, CLDF e chapa majoritária
O primeiro escalão do GDF já sente os efeitos da disputa eleitoral de 2026. Com o prazo de desincompatibilização se aproximando, ao menos 12 secretários do governo local devem deixar suas funções até 4 de abril para viabilizar candidaturas no próximo ano.
A movimentação atinge áreas estratégicas da gestão e reforça a antecipação do jogo político no Distrito Federal. Entre os nomes mais observados está Gustavo Rocha, atual titular da Casa Civil, que pode disputar a eleição como candidato a vice-governador, em uma chapa encabeçada por Celina Leão.
Na corrida por vagas na Câmara dos Deputados, aparecem nomes como José Humberto Pires, secretário de Governo; Hélvia Paranaguá, da Educação; Sandro Avelar, da Segurança Pública; Gilvan Máximo, do Procon; e Agaciel Maia, das Relações Institucionais. A presença de vários secretários nesse grupo mostra que a disputa federal deve mobilizar parte importante da base governista.
Já no campo da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a tendência é de candidaturas como as de Marcela Passamani, da Justiça e Cidadania; Ana Paula Marra, do Desenvolvimento Social; Cristiano Araújo, do Turismo; Claudio Abrantes, da Cultura; e Rodrigo Delmasso, da Família. André Kubitschek, da Juventude, ainda avalia se buscará vaga distrital ou federal.
O cenário aponta para uma reforma administrativa com forte componente político. A saída desses nomes não representa apenas substituições técnicas, mas a abertura oficial de uma nova etapa de articulações eleitorais dentro do governo.
Na prática, o processo de desincompatibilização no GDF confirma que a eleição de 2026 já começa a redesenhar o tabuleiro local. Mais do que uma exigência legal, a mudança de cadeiras no Executivo funciona como sinal claro de que o projeto político do grupo governista entra, desde já, em fase de consolidação.