Levantamento aponta diferença de milhões entre a população feminina e masculina, enquanto plataformas de relacionamento observam mulheres mais seletivas e conexões cada vez mais intencionais
A ideia de que “está faltando homem” no Brasil, tantas vezes repetida em conversas informais, ganhou contornos estatísticos. De acordo com os dados citados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), o país tem hoje um cenário de desequilíbrio entre homens e mulheres, com cerca de 92 homens para cada 100 mulheres. Na prática, isso significa uma diferença de aproximadamente 6 milhões de mulheres a mais na população brasileira.
Esse descompasso demográfico, segundo o material divulgado, pode se intensificar a depender da faixa etária e do estado analisado, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, onde a proporção se torna ainda mais apertada em determinados recortes. O efeito vai além da estatística: ele começa a influenciar o comportamento afetivo, a forma de se relacionar e até o funcionamento de plataformas voltadas a conexões mais direcionadas.
É nesse ambiente que empresas como o MeuPatrocínio passam a observar um movimento interessante. A plataforma afirma reunir mais de 18 milhões de usuários e aponta que São Paulo e Rio de Janeiro concentram parte relevante dos homens cadastrados, com cerca de 541 mil perfis masculinos em São Paulo e 229 mil no Rio. Na leitura da empresa, o cenário numérico, somado à mudança de comportamento das mulheres, ajuda a explicar a busca por interações mais objetivas e compatíveis.

Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio.com
Outro dado que reforça essa transformação vem de uma pesquisa citada pela plataforma, realizada em parceria com o Instituto QualiBest. Segundo o levantamento, a gentileza é o atributo mais valorizado por mulheres da Geração Z em um parceiro, com 42% das respostas. Em seguida aparecem segurança emocional e educação, mostrando que o interesse não gira apenas em torno de presença, mas de qualidade relacional.
O resultado desenha um cenário claro: além de haver um desequilíbrio entre homens e mulheres no Brasil, as mulheres também estão mais criteriosas. O foco, cada vez mais, parece estar em relações com mais maturidade, clareza e reciprocidade.
No fim, o número ajuda a explicar uma sensação social que já vinha circulando há tempos. Mas o que realmente chama atenção é outra coisa: em um mercado em que as mulheres são maioria e também mais exigentes, o relacionamento deixa de ser apenas encontro e passa a ser, cada vez mais, escolha.