Coronel Ana Paula Habka terá exoneração publicada em 31 de março, encerra ciclo iniciado em fevereiro de 2024 e diz que não pretende disputar as eleições de 2026
A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Barros Habka, deixará o cargo no fim deste mês e seguirá para a reserva remunerada, equivalente à aposentadoria na corporação. A própria oficial confirmou que a exoneração será oficializada em 31 de março, com publicação no Diário Oficial do Distrito Federal.
Com a saída, Ana Paula encerra uma trajetória de 32 anos de serviço na PMDF e fecha também um ciclo no topo da hierarquia da corporação. Ela assumiu o comando-geral em fevereiro de 2024, em cerimônia de passagem de cargo realizada no Setor Policial Sul, tornando-se a segunda mulher a ocupar o posto na história da Polícia Militar do DF.
Em entrevista publicada neste fim de semana, a coronel afirmou que deixa a função com a sensação de missão cumprida. Ao explicar a decisão, disse que o movimento foi planejado para ocorrer de forma tranquila, com respeito à instituição e ao futuro sucessor. Segundo ela, o ciclo no comando se completa agora, sem ruptura e sem disputa.
A saída de Ana Paula também coincide com a transição política no Governo do Distrito Federal. O então governador Ibaneis Rocha (MDB) deixou o cargo para se desincompatibilizar e disputar o Senado em 2026, enquanto Celina Leãoassumiu o comando do Palácio do Buriti nesta segunda-feira (30).
Nos bastidores, havia expectativa de que a comandante pudesse seguir o mesmo caminho de outros nomes do primeiro escalão e se lançar na política. Ela, no entanto, descartou essa possibilidade. Segundo declarou ao Correio Braziliense e ao Metrópoles, uma candidatura não está em seus planos neste momento.
A passagem de Ana Paula pelo comando da PMDF foi marcada, desde o início, por um discurso voltado a temas como saúde mental dos policiais, melhorias salariais e recomposição do efetivo, prioridades que ela mesma destacou ao assumir o posto em 2024. Agora, ao deixar a chefia da corporação, encerra uma gestão que se tornou simbólica também por ampliar a presença feminina nos cargos mais altos da segurança pública do Distrito Federal.