Celina Leão determina demissão de 12 gestores ligados à antiga gestão do BRB

Medida ocorre após investigações sobre prejuízo bilionário envolvendo negócios com o Banco Master

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou a demissão de 12 gestores do Banco de Brasília (BRB) ligados à administração anterior, investigada por operações que resultaram em prejuízo bilionário à instituição. A decisão atinge diretores e superintendentes que ocupavam cargos estratégicos no banco.

A comunicação da destituição foi feita pelo atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, nesta quarta-feira (8/4), aos dois últimos diretores remanescentes da antiga gestão: Diogo Ilário de Araújo Oliveira, responsável pela Diretoria Executiva de Atacado e Governo, e José Maria Corrêa Dias Júnior, da área de Tecnologia. Ambos deixam os cargos de chefia, mas permanecem no banco por serem servidores concursados.

A medida integra um movimento mais amplo de reestruturação no BRB após as investigações envolvendo a gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, alvo da Operação Compliance Zero. A apuração gira em torno de negócios realizados com o Banco Master, especialmente a compra de carteiras de crédito que geraram impactos financeiros relevantes.

Uma auditoria independente contratada pelo BRB após o afastamento da antiga gestão concluiu o relatório sobre as operações e encaminhou o documento à Polícia Federal. Segundo informações, o presidente do banco também apresentou o material ao Banco Central, reforçando o acompanhamento das autoridades sobre o caso.

Nos bastidores, a decisão de Celina Leão é interpretada como um esforço para romper com a antiga gestão e reforçar a governança do banco, em um momento em que o BRB busca recuperar credibilidade e estabilidade institucional.

A crise envolvendo o banco público do DF tem repercussão direta na economia local e no ambiente político da capital, já que o BRB desempenha papel estratégico no financiamento e no desenvolvimento regional.