Vice-governadora toma posse em sessão solene na CLDF após a renúncia de Ibaneis Rocha, que deixou o cargo para disputar o Senado em 2026
Por: Redação O Brasiliense – Foto: George Gianni/VGDF
A vice-governadora Celina Leão (PP) assume oficialmente nesta segunda-feira (30) o comando do Governo do Distrito Federal, em uma transição que muda o eixo político do Palácio do Buriti e abre um novo capítulo na sucessão local. A posse será formalizada em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a partir das 9h.
A mudança não decorre de uma licença temporária para compromissos pessoais, mas da renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), oficializada no último sábado (28) para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral. O ex-governador deixou o cargo com o objetivo de viabilizar sua candidatura ao Senado Federal nas eleições de outubro deste ano.
Com isso, Celina Leão deixa a condição de vice para assumir de forma efetiva o governo do Distrito Federal em um momento politicamente decisivo. Reportagens publicadas nesta segunda indicam que ela chega ao cargo já inserida no projeto de continuidade do grupo governista e com o nome naturalmente projetado para a disputa pelo próprio GDF.
A transição foi desenhada para preservar a continuidade administrativa e manter em andamento o cronograma de entregas, vistorias e ações do Executivo nas regiões administrativas. Ao mesmo tempo, a posse de Celina marca uma inflexão importante: ela passa a ocupar o centro da articulação política do governo justamente no momento em que o grupo de Ibaneis reorganiza suas peças para a corrida eleitoral de 2026.
Na despedida, Ibaneis procurou amarrar sua saída à ideia de legado. Em cerimônia realizada no sábado, o ex-governador afirmou deixar o cargo com a “sensação de dever cumprido”, depois de sete anos e três meses à frente do Executivo local.
A partir de agora, o foco se desloca para Celina. Sua posse não será apenas um rito protocolar: será o início formal de uma nova etapa no comando do DF, com efeitos administrativos imediatos e peso político evidente no tabuleiro eleitoral da capital.