Campanha da Fraternidade 2026: educação para a fé, cidadania e dignidade humana

Iniciativa busca sensibilizar sobre o déficit habitacional e a realidade das pessoas em situação de rua, reforçando que a moradia digna é um direito humano fundamental, e não um privilégio

A Campanha da Fraternidade (CF) 2026 traz uma reflexão urgente para as escolas brasileiras: “Fraternidade e Moradia”. Com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a iniciativa busca sensibilizar os estudantes sobre o déficit habitacional e a realidade das pessoas em situação de rua, reforçando que a moradia digna é um direito humano fundamental, e não um privilégio.

Organizada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o período da Quaresma, a campanha convida a comunidade educativa a uma conversão que une espiritualidade e ação social. Segundo a pastoralista do Colégio Marista Águas Claras, Irlana Nunes, a CF é uma oportunidade de enxergar além das estatísticas.

“Mais do que debater um problema social, somos chamados a reconhecer a presença de Jesus em cada pessoa que luta por um lar seguro. A Quaresma nos impulsiona a transformar nossa fé em gestos concretos de solidariedade”, comentou a pastoralista.

A escola como agente de transformação

No ambiente escolar, a CF 2026 integra valores humanos e cidadania ao currículo e à vida pastoral. Para Irlana, levar esse tema para a sala de aula reforça a missão educativa de cultivar o cuidado, a justiça e a fraternidade. O objetivo é que esses valores não fiquem restritos à teoria, mas sejam vivenciados nos projetos pedagógicos.

Ao caminhar sob a luz do Evangelho, a comunidade escolar é inspirada a construir um mundo onde todos possam viver com amor e dignidade, tornando-se protagonistas na busca por soluções para os problemas que afetam a dignidade humana.

Portanto, a Campanha da Fraternidade de 2026 busca despertar nos jovens um olhar de compaixão e justiça. Ao transformar a sala de aula em um espaço de reflexão sobre o direito à moradia, a escola forma não apenas estudantes, mas cidadãos éticos e solidários, capazes de ser a mudança que o mundo precisa para que ninguém mais seja invisível sob o céu que todos compartilhamos.