Aprovada nesta quarta, reforma interna da CLDF redesenha organograma da Casa e amplia estruturas em áreas técnicas e institucionais
A CLDF aprovou uma reforma administrativa que redesenha parte importante de sua estrutura interna e cria novos cargos comissionados voltados a áreas de apoio, supervisão e gestão. A votação ocorreu nesta quarta-feira (25) e consolida uma mudança que, segundo a Casa, pretende atualizar o funcionamento do Legislativo distrital.
O eixo mais visível da reestruturação está no fortalecimento da segurança institucional da Câmara Legislativa. A proposta cria novos núcleos voltados à Inteligência Policial, à Investigação e à Segurança da Presidência, sinalizando uma ampliação do aparato interno de proteção e monitoramento.
Ao mesmo tempo, a reforma busca reorganizar áreas ligadas à preservação histórica e à comunicação pública. Com a criação do Setor de História e Memória, a CLDF passa a institucionalizar a guarda de seu acervo legislativo. Já o Núcleo de Projetos Audiovisuais surge com a missão de modernizar a linguagem institucional e ampliar a capacidade de produção da Casa nesse campo.
O texto aprovado também avança sobre setores administrativos considerados essenciais para o funcionamento cotidiano do Legislativo. Entre eles estão o pagamento de pessoal, a gestão do Fundo de Assistência à Saúde (FASCAL), o planejamento orçamentário e áreas ligadas à infraestrutura e à Tecnologia da Informação.
Um dos argumentos centrais da proposta é que a maioria dos novos cargos será destinada a servidores efetivos, o que, na visão dos defensores da medida, reforça a profissionalização da estrutura e reduz a dependência de indicações externas em funções estratégicas de assessoramento.
Como a matéria trata da organização interna da CLDF, sua validade não depende de sanção do Executivo. A resolução passa a valer após publicação oficial, com despesas custeadas pelo próprio Legislativo distrital e observância aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A aprovação da medida marca um novo momento de reorganização da Casa e deve influenciar diretamente a operação interna da Câmara, com impactos sobre gestão, segurança e comunicação institucional.