Por O Brasiliense
Às vésperas de completar seu primeiro ano à frente da gestão do terminal mais movimentado da capital federal, a concessionária Catedral concluiu uma das intervenções estruturais mais complexas e importantes para a segurança pública do DF. Todos os 64 pilares de sustentação da Rodoviária do Plano Piloto passaram por um processo completo de restauro, modernização e blindagem técnica.
Por onde circulam mensalmente cerca de 21 milhões de passageiros, as colunas de concreto armado de seis décadas de idade receberam tratamento preventivo profundo. De acordo com a concessionária, o objetivo da obra foi estender a vida útil do complexo monumental projetado por Lúcio Costa, garantindo estabilidade e segurança sem alterar as características arquitetônicas originais do patrimônio tombado.
Raio-X Técnico: Concreto de 60 anos com vigor de 10
A intervenção focou na engenharia diagnóstica e corretiva das pilastras. O processo incluiu o lixamento mecânico das superfícies, tratamento químico das camadas superficiais do concreto e aplicação de uma película de proteção especial impermeabilizante para mitigar os efeitos do tempo e da poluição.
A equipe de engenharia realizou, ainda, vistorias em vigas e lajes, utilizando ensaios dinâmicos equipados com acelerômetros para mapear as vibrações geradas pelo intenso fluxo de ônibus e pedestres. Os resultados laboratoriais surpreenderam os técnicos.
“Os pilares da rodoviária não apresentavam qualquer tipo de problema estrutural, porém a revisão está inserida em nosso programa de manutenção permanente, que tem caráter preventivo. O concreto se mostrou tão preservado que o resultado dos ensaios aponta para uma estrutura com o comportamento de apenas 10 anos de uso”, explicou Enrico Capecci, diretor da Concessionária Catedral.
Do CCO à Acessibilidade: As Mudanças no Terminal
Paralelamente às obras estruturais invisíveis aos olhos do público, a concessão privada — que completa um ano neste mês de junho — promoveu uma série de melhorias operacionais, tecnológicas e de acolhimento social.
A segurança foi reforçada com a inauguração de um novo Centro de Controle Operacional (CCO) dotado de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial. Na área de informação, foram instalados 50 painéis e totens digitais que mostram os horários das linhas de ônibus em tempo real. No quesito inclusão, o terminal inaugurou sua primeira sala multissensorial voltada para o acolhimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de um espaço exclusivo de amamentação com fraldário e o programa “Cantinho do Desabafo” para suporte emocional.
A resposta da população às intervenções foi medida pelo Instituto Opinião no início deste ano. A pesquisa de satisfação revelou que 86,13% dos brasilienses avaliam de forma positiva a nova infraestrutura, os serviços e o padrão de limpeza do coração do transporte público do Distrito Federal.
