Senadora reage a denúncias de que 12 parlamentares da CLDF receberiam “mesada” de R$ 150 mil para blindar negócio suspeito entre as instituições financeiras
Por Redação O Brasiliense | 13 de maio de 2026
BRASÍLIA — A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu o tom nesta terça-feira (12) ao comentar as graves denúncias de irregularidades envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a parlamentar prometeu uma atuação direta e agressiva nas eleições deste ano para barrar a reeleição de deputados distritais supostamente beneficiados por um esquema de corrupção.
A indignação da ex-ministra fundamenta-se em notícias recentes sobre uma possível delação premiada do presidente do BRB. O relato apontaria que metade dos parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) — 12 dos 24 integrantes — estaria recebendo uma “mesada” de R$ 150 mil para trabalhar em favor de um negócio que resultou em prejuízo ao banco público brasiliense.
Blindagem política sob suspeita
De acordo com a denúncia citada pela senadora, o objetivo dos pagamentos ilícitos seria garantir o aval e a blindagem da CLDF para que o BRB efetivasse a compra de participação no Banco Master. A operação já vinha sob forte escrutínio do mercado e de órgãos de controle devido aos riscos envolvidos.
Damares classificou o cenário como “inadmissível” e foi enfática sobre suas intenções eleitorais caso as provas se confirmem:
“Eu vou me dedicar nessa campanha a me arrastar pelas ruas do Distrito Federal lembrando a população o nome dos 12 e dizendo para a minha população: não vote. Eu vou fazer campanha negativa”, declarou na CAE.
Expansão da crise para além do DF
Para a senadora, a crise superou os limites da política local. Ao descrever o que chamou de uma “teia” de irregularidades, Damares alertou que o banco público distrital pode ter servido de suporte para operações suspeitas do Banco Master em outras capitais e estados.
A parlamentar encerrou sua fala cobrando uma vigilância rigorosa do Senado sobre o uso do BRB em articulações nacionais duvidosas. “Quanto mais a gente mexe, mais a gente fica assustado com o Banco Master”, resumiu.