Orquestra Sinfônica celebra um ano de retorno ao Teatro Nacional com recorde de público

Após uma década de apresentações itinerantes, a OSTNCS consolida o sucesso da Sala Martins Pena com 24 mil espectadores e projeta turnês internacionais.


BRASÍLIA — Há exatamente um ano, o silêncio que pairava sobre o Teatro Nacional Cláudio Santoro (TNCS) desde 2014 foi definitivamente substituído pela harmonia das cordas e metais. O retorno da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS) à sua casa de origem, a Sala Martins Pena, completou seu primeiro aniversário em fevereiro de 2026, registrando um fenômeno de público que reflete a demanda reprimida da capital federal.

Desde a reabertura, estima-se que 24.111 pessoas tenham passado pela Martins Pena — um número impressionante para uma sala que opera com lotação máxima em todas as récitas. O sucesso não se restringiu ao teatro: concertos alternativos em locais como a Ermida Dom Bosco e a Esplanada dos Ministérios atraíram outros 28 mil espectadores, consolidando 2025 como o ano de ouro da orquestra.

“É bom voltar para casa”

À frente da instituição desde 1979 e como maestro titular há 16 anos, Cláudio Cohen não esconde o entusiasmo. “É bom voltar para casa”, afirmou o maestro, destacando que a modernização da sala — que saltou de 400 para 478 assentos — elevou o padrão da experiência cultural em Brasília.

A reforma, conduzida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), não foi apenas estética. A Sala Martins Pena recebeu aprimoramentos acústicos de última geração, novas poltronas de veludo, iluminação moderna e melhorias estruturais nos camarins e áreas de convivência para os músicos. Enquanto as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno seguem em obras, a Martins Pena tornou-se o epicentro da resistência e renovação artística da cidade.

Excelência Itinerante

Durante os dez anos de fechamento do TNCS, a orquestra, vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), tornou-se um corpo nômade. Dos concertos no Cine Brasília a apresentações em hospitais e até no complexo da Papuda, os 75 músicos mantiveram um nível de excelência que hoje permite projeções ambiciosas.

Com um corpo técnico altamente qualificado — muitos com mestrados e doutorados no exterior — o repertório da OSTNCS desafia fronteiras, transitando com naturalidade entre o rock sinfônico e a música clássica tradicional chinesa ou alemã. Este vigor artístico tem gerado uma procura frenética: em um concerto recente, o sistema registrou mais de 5 mil acessos simultâneos para uma sala de menos de 500 lugares.

Como Garantir seu Lugar

As apresentações regulares ocorrem semanalmente, às quintas-feiras, às 20h. No entanto, conseguir um ingresso exige pontualidade digital. As entradas, geralmente gratuitas, são disponibilizadas via Sympla em dois lotes:

  • Quartas-feiras: às 18h
  • Quintas-feiras: às 12h

Com melhores condições salariais e de trabalho, a orquestra agora olha para além do horizonte do Eixo Monumental, com planos de turnês nacionais e internacionais para os próximos meses.


A Nova Estrutura da Sala Martins Pena

ItemAtualização
CapacidadeAmpliada para 478 assentos
ConfortoNovas poltronas em veludo e carpetes acústicos
TecnologiaReforma completa da mesa de iluminação e som
InfraestruturaNovos camarins e salas de ensaio técnicas