GDF inicia processo com audiências públicas para criação de regiões administrativas e organização do crescimento urbano
O Distrito Federal pode ganhar novas regiões administrativas nos próximos meses. As áreas da 26 de Setembro, em Vicente Pires, e da Ponte Alta, no Gama, avançam no processo para se tornarem oficialmente novas RAs — etapa que, na prática, representa o caminho para a consolidação como novas cidades.
A movimentação foi formalizada com a publicação, no Diário Oficial do DF, da convocação de audiências públicas obrigatórias, que vão discutir a viabilidade e os impactos da criação das novas unidades administrativas.
A região da 26 de Setembro, com cerca de 11.787 moradores, representa aproximadamente 11% da população de Vicente Pires, que já ultrapassa 100 mil habitantes. Já a Ponte Alta deve corresponder a cerca de 10% da população do Gama, que soma mais de 137 mil moradores.
A criação das novas RAs responde a uma demanda crescente por organização urbana, regularização fundiária e ampliação de serviços públicos. Com o avanço do processo, as regiões passam a ter maior autonomia administrativa, o que facilita investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e mobilidade.
No caso da 26 de Setembro, o avanço está diretamente ligado à aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), em novembro de 2025, que transformou a área de rural para zona urbana de desenvolvimento — um passo essencial para regularizar moradias e estruturar o crescimento local.
Já a Ponte Alta Norte avança por meio de um projeto de lei aprovado na Comissão de Assuntos Sociais da Câmara Legislativa do DF. A proposta inclui regiões como Casa Grande, Monjolo e Olhos D’água, hoje vinculadas ao Gama.
As audiências públicas já têm data marcada:
- 26 de Setembro: 7 de maio, às 19h30, no Espaço Floresta
- Ponte Alta: 11 de maio, às 19h30, no Espaço Jardins
As reuniões serão presenciais, com registro oficial e gravação, garantindo transparência ao processo.
Atualmente, o Distrito Federal conta com 35 regiões administrativas, número ampliado em 2022 com a criação de Arapoanga e Água Quente, que beneficiaram cerca de 80 mil moradores com melhorias em infraestrutura e serviços.
A expectativa é que, com a formalização, as novas regiões avancem na regularização de áreas ocupadas, ampliem o acesso a políticas públicas e promovam uma urbanização mais planejada — um movimento que acompanha o crescimento acelerado de diversas áreas do DF.