Nova política direciona recursos já existentes e busca fortalecer autonomia financeira feminina no Distrito Federal
Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
O Distrito Federal passou a contar, a partir desta quarta-feira (8), com uma nova política pública voltada ao empreendedorismo feminino. A Lei nº 2.209/2026, que cria o Programa de Apoio à Mulher Empreendedora, foi sancionada durante o evento Movimente, promovido pelo Sebrae-DF, com a presença de autoridades e empresárias da capital.
A legislação estabelece prioridade no acesso ao crédito para mulheres, com foco na ampliação de oportunidades para negócios liderados pelo público feminino. A iniciativa envolve a atuação do Banco de Brasília (BRB) na gestão dos recursos e busca direcionar linhas já existentes, especialmente de microcrédito, para atender de forma mais estratégica esse público.
Durante a solenidade, a governadora Celina Leão destacou que a medida integra uma agenda mais ampla de políticas públicas voltadas à proteção social. “A autonomia financeira é um dos caminhos para fortalecer famílias e enfrentar a violência doméstica”, afirmou. A proposta também dialoga com ações recentes do governo voltadas ao enfrentamento desse tipo de violência no DF.
Segundo o presidente da Câmara Legislativa do DF, Wellington Luiz, e a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a lei representa um avanço na construção de políticas mais direcionadas às necessidades das mulheres empreendedoras, que ainda enfrentam barreiras estruturais para crescer e acessar financiamento.
Na prática, o programa não cria uma nova linha de crédito isolada, mas reorganiza o uso de recursos já disponíveis, garantindo maior foco e prioridade para mulheres. A expectativa é que a medida facilite o acesso ao financiamento e estimule a expansão de pequenos e médios negócios liderados por mulheres.
Para quem empreende na capital, a mudança já é vista como um avanço. A empresária Cristiane Lima, proprietária do Restaurante Sabor Brasileiro há 24 anos, avalia que a iniciativa pode transformar o cenário. “As mulheres vão começar a ser vistas com mais oportunidades e mais eficiência no mercado”, afirmou.
Ela também destacou os desafios enfrentados no acesso ao crédito. “Mesmo com um negócio consolidado, ainda existe insegurança e dificuldade para conseguir condições favoráveis”, relatou, ao apontar que a nova lei pode abrir espaço para investimentos, modernização e crescimento das empresas.
Com a sanção, o DF avança na construção de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo feminino, em um contexto em que abrir ou manter um negócio próprio se torna, para muitas mulheres, uma alternativa de renda, independência e recomeço.