Secretaria de Saúde alerta que apenas 85,6% das crianças menores de 1 ano foram imunizadas, índice inferior aos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde.
Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
A vacinação contra a febre amarela em crianças menores de 1 ano no Distrito Federal segue abaixo do nível considerado ideal pelas autoridades de saúde. Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), a cobertura atual está em 85,6%, percentual inferior à meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O dado reforça o alerta para que pais e responsáveis mantenham a caderneta vacinal em dia.
O esquema recomendado prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Crianças com 5 anos ou maisque tenham recebido apenas a primeira dose antes dessa idade devem completar o esquema com o reforço. Para quem não possui registro de vacinação, a orientação é de dose única entre 5 e 59 anos. Já pessoas com 60 anos ou mais podem ser vacinadas após avaliação médica individualizada.
As doses estão disponíveis em mais de 170 salas de vacinação espalhadas pelo DF. De acordo com a SES-DF, a rede conta com 27 mil doses em estoque na Rede de Frio Central e outras 23 mil nas salas de vacina, o que, segundo a pasta, garante abastecimento para a população.
A secretaria ressalta que a vacina é segura, eficaz e representa a principal forma de prevenção contra a doença. Pessoas com histórico de alergia grave a ovo de galinha ou à gelatina devem passar por avaliação médica antes da aplicação.
Embora o DF não registre casos confirmados de febre amarela desde 2022, a vigilância foi reforçada neste ano após a morte de 38 micos e macacos em Goiás, entre setembro e fevereiro, o que acendeu o sinal de alerta para circulação do vírus na região. A SES-DF lembra que primatas não transmitem a doença aos humanos: eles funcionam como sentinelas para monitoramento da circulação viral.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de evolução rápida e gravidade variável. Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Nos casos mais graves, pode haver hemorragia, icterícia, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.