Celina Leão fecha aliança com 12 partidos e amplia base para buscar a reeleição no DF

Bloco reúne PP, União Brasil, MDB, PL, Republicanos e outras sete siglas; movimento reforça o tamanho da coalizão governista e consolida apoio da direita local à campanha de 2026.

A governadora Celina Leão (PP) reuniu representantes de 12 partidos no sábado, 4 de abril, e formalizou uma ampla aliança de olho na eleição de outubro no Distrito Federal. O grupo é composto por PP, União Brasil, MDB, PL, Republicanos, Podemos, Cidadania, Mobiliza, Democrata, DC, PRTD e Agir, formando uma das maiores frentes políticas já montadas no DF para uma disputa ao Palácio do Buriti. 

A composição coloca sob o mesmo guarda-chuva partidos da base de Ibaneis Rocha (MDB) e forças mais identificadas com o bolsonarismo local. No PL, por exemplo, Celina conta com o apoio da deputada federal Bia Kicis, que já lançou sua pré-candidatura ao Senado, enquanto Michelle Bolsonaro segue tratada no ambiente político do DF como nome fortíssimo para a disputa senatorial, embora os desenhos ainda variem dentro do partido. 

O tamanho da aliança dá musculatura eleitoral à governadora, mas também aumenta a pressão sobre a gestão. Celina assumiu o governo no fim de março prometendo continuidade administrativa, e agora precisa atravessar o início do mandato lidando com temas espinhosos, especialmente a crise do BRB e a necessidade de reorganização das contas públicas. O próprio noticiário local associa esse esforço à atuação do presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, e à chegada de Valdivino de Oliveira à área econômica do GDF. 

No campo político, a leitura é que Celina tenta entrar na campanha já com a imagem de favorita do bloco governista, cercada por partidos de centro e de direita e com espaço reduzido para dissidências relevantes na base. A reunião com 12 siglas funciona, assim, menos como gesto protocolar e mais como demonstração de força: uma sinalização de que a sucessão no DF começa com o grupo governista unido em torno de um único projeto.