Novo Caged aponta saldo positivo de 2.012 vagas com carteira assinada no DF; jovens de 18 a 24 anos e trabalhadores com ensino médio completo lideram ocupação dos postos
O Distrito Federal abriu 2.012 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado mantém o mercado formal do DF em terreno positivo no início do ano e mostra a força do setor de serviços na geração de vagas.
Entre os cinco principais grupos de atividades econômicas, quatro registraram saldo positivo no primeiro mês do ano. O destaque ficou com Serviços, responsável pela abertura de 1,7 mil vagas formais. Na sequência aparecem Construção, com 300 postos, Indústria, com 246, e Agropecuária, com 38. O único segmento com desempenho negativo foi o Comércio, que fechou 370 vagas.

O levantamento também mostra o perfil de quem mais ocupou os novos empregos no DF. A maior parte das vagas foi preenchida por homens, com 1,1 mil postos, enquanto as mulheres ficaram com 855 vagas. Por escolaridade, o maior saldo foi registrado entre pessoas com ensino médio completo, que responderam por 1,8 mil empregos. Já no recorte etário, os jovens de 18 a 24 anos lideraram com folga, concentrando 1,3 mil vagas.
No cenário nacional, o Brasil registrou a abertura de 255.321 empregos formais em fevereiro de 2026, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado de janeiro e fevereiro, o saldo positivo chegou a 370.339 postos, elevando o estoque total para 48,8 milhões de vínculos com carteira assinada.
Entre os estados, 24 das 27 unidades da federação tiveram resultado positivo em fevereiro. Os maiores saldos foram observados em São Paulo, com 95.896 vagas, seguido por Rio Grande do Sul, com 24.392, e Minas Gerais, com 22.874. As únicas quedas foram registradas em Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Regionalmente, todas as cinco regiões do país apresentaram crescimento. O melhor desempenho foi do Sudeste, com 133 mil vagas, seguido pelo Sul, com 67,7 mil, e pelo Centro-Oeste, com 32,3 mil postos.
No recorte setorial nacional, Serviços também liderou a geração de empregos, com 177.953 vagas, à frente de Indústria, Construção, Agropecuária e Comércio.
Os dados reforçam uma tendência observada em diferentes partes do país: a recuperação do mercado formal segue sendo puxada por setores ligados à atividade urbana e ao consumo de serviços, ao mesmo tempo em que abre mais espaço para jovens trabalhadores e profissionais com escolaridade intermediária.