Celina exonera cinco secretários do GDF e acelera rearranjo político para 2026

Saídas foram oficializadas em edição extra do DODF e fazem parte do movimento de desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), oficializou nesta segunda-feira (30) a exoneração, a pedido, de cinco secretários do GDF, em mais um movimento de reorganização do primeiro escalão diante do calendário eleitoral de 2026. As saídas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Os secretários exonerados são:

  • Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social
  • André Kubitschek, secretário da Juventude
  • Cristiano Araújo, secretário de Turismo
  • Gilvam Máximo, secretário do Consumidor
  • Rodrigo Delmasso, secretário da Família

A movimentação está ligada ao prazo de desincompatibilização eleitoral, exigido para ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer nas eleições do próximo ano. Segundo informações publicadas pela imprensa local, ao menos 12 secretários do governo devem deixar seus postos até 4 de abril para se tornarem candidatos em 2026.

Entre os cinco que já saíram, o desenho eleitoral começa a ficar mais claro. Ana Paula MarraCristiano Araújo e Rodrigo Delmasso devem disputar vagas de deputado distritalGilvam Máximo é apontado como nome para a Câmara dos Deputados, enquanto André Kubitschek ainda avalia se concorrerá a um cargo distrital ou federal.

Outros nomes do primeiro escalão também devem deixar o governo nos próximos dias. Entre eles estão:

  • Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública
  • Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania
  • Agaciel Maia, secretário de Relações Institucionais
  • Claudio Abrantes, secretário de Cultura
  • Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil
  • José Humberto Pires, secretário de Governo
  • Hélvia Paranaguá, secretária de Educação

A rodada de exonerações mostra que o governo Celina já começa sob forte influência do xadrez eleitoral. Mais do que uma simples troca administrativa, a saída de secretários com capital político próprio indica o início de uma nova fase no Buriti: a de montagem de alianças, reposicionamento de quadros e preparação aberta para a disputa de 2026.