“Viva a liberdade, caralho”: Milei exalta queda de Maduro após ataque dos EUA

Presidente argentino celebra ação militar dos Estados Unidos contra regime chavista e provoca reações na América Latina

O presidente da Argentina, Javier Milei, foi um dos primeiros líderes a se manifestar publicamente após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido na madrugada deste sábado (3). Em tom provocador, Milei celebrou a captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, anunciada por Donald Trump, e reforçou seu discurso liberal nas redes sociais.

“La libertad avanza. Viva la libertad, carajo!”, escreveu Milei na plataforma X (antigo Twitter), em referência à sua legenda partidária e ao lema que marcou sua campanha presidencial.

A publicação teve ampla repercussão, consolidando a posição de Milei como um dos mais ferrenhos opositores aos regimes de esquerda da América Latina.

Líderes condenam ofensiva e temem escalada

Enquanto o presidente argentino aplaudia a ação, outras lideranças da região reagiram com preocupação e críticas ao que classificaram como violação da soberania venezuelana.

  • Gustavo Petro, presidente da Colômbia, alertou sobre a gravidade da situação:“Estão bombardeando Caracas com mísseis. A ONU e a OEA precisam agir com urgência.”
  • Miguel Díaz-Canel, de Cuba, denunciou o que chamou de “terrorismo de Estado”:“Nossa zona de paz está sendo atacada. Exigimos resposta imediata da comunidade internacional.”
  • governo do Irã condenou a operação como uma agressão ilegal e cobrou ação do Conselho de Segurança da ONU.
  • Rússia também se posicionou, classificando o episódio como um ato de agressão armada por parte dos EUA e pedindo que se evite uma escalada militar no continente.

Choque ideológico se intensifica na região

A ofensiva militar que resultou na queda temporária do regime de Maduro acirra ainda mais os ânimos entre governos alinhados à esquerda e líderes de orientação liberal ou conservadora na América Latina.

Milei transformou a queda de Maduro em símbolo de sua cruzada ideológica, enquanto países aliados da Venezuela denunciam o episódio como um ataque à autodeterminação dos povos.

O cenário aponta para um novo momento de tensão diplomática no continente, com possíveis repercussões nas relações internacionais, na política regional e na estabilidade institucional da Venezuela.