Disney, favorita ao Oscar por ‘Encanto’

Os únicos filmes a ganhar o prêmio fora do guarda-chuva da Disney foram “Shrek”, “A Viagem de Chihiro”, “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”, “Happy Feet: O Pinguim”, “Rango” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”

Mesmo para quem acompanha a temporada anual de premiações do cinema, acertar todos os vencedores do Oscar é tarefa mais difícil do que parece, já que a Academia gosta de premiar algumas zebras. Quando se trata de melhor longa de animação, porém, a escolha mais garantida para o seu bolão será sempre o filme da Disney ou da Pixar.

Desde que os longas-metragens de animação ganharam uma categoria, em 2002, foram distribuídas 20 estatuetas, das quais 14 foram para Disney e Pixar. Ambas fazem parte do mesmo conglomerado: a Walt Disney Company adquiriu a Pixar em 2006 e a manteve como estúdio separado da Disney Animation.

Os únicos filmes a ganhar o prêmio fora do guarda-chuva da Disney foram “Shrek”, “A Viagem de Chihiro”, “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”, “Happy Feet: O Pinguim”, “Rango” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”.

Na edição deste ano, a Disney sai ainda com vantagem numérica: “Luca”, da Pixar, “Raya e o Último Dragão” e “Encanto”, da Disney, competem com “Flugt” e “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”. O favorito é “Encanto”, sobre uma família em que todos têm poderes, menos a protagonista, Mirabel.
Veja abaixo todos os ganhadores da categoria de melhor longa de animação.

Shrek
Na primeira edição do Oscar com uma categoria de melhor longa-metragem de animação, em 2002, o prêmio ficou com uma sátira dos contos de fadas que inspiraram tantos desenhos em décadas anteriores. Produzido pela DreamWorks, “Shrek” ganhou a disputa com “Monstros S.A.”, raro filme da Pixar a perder um Oscar, e “Jimmy Neutron, o Menino Gênio”. Com vozes de Mike Myers, Eddie Murphy e Cameron Diaz na versão original, o filme sobre um ogro que se apaixona por uma princesa foi um sucesso de bilheteria e disputou ainda o prêmio de melhor roteiro adaptado, perdendo para “Uma Mente Brilhante”.

A Viagem de Chihiro
Primeira animação em língua não inglesa a ganhar o prêmio, “A Viagem de Chihiro”, filme vencedor da categoria em 2003, é também o único filme a render o troféu para o Studio Ghibli, que produz animações há mais de três décadas no Japão. O filme conta a história de uma menina cuja vida dá uma reviravolta quando seus pais viram porcos. “A Viagem de Chihiro” levou a melhor no Oscar sobre os filmes “A Era do Gelo”, codirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, “Lilo & Stitch”, “Planeta do Tesouro” e “Spirit: O Corcel Indomável”.

Procurando Nemo
Inaugurando o reinado da Pixar na categoria, “Procurando Nemo” fez barulho no Oscar de 2004. Além de vencer como longa-metragem de animação, ganhando do francês “As Bicicletas de Belleville” e de “Irmão Urso”, da Disney, disputou os prêmios de trilha sonora, edição de som e roteiro original. A história sobre um peixinho que se perde do pai ganhou anos depois a continuação “Procurando Dory”.

Os Incríveis
Na revanche com a DreamWorks, que concorria com “Shrek 2”, a Pixar saiu por cima em 2005. Seu filme sobre uma família de super-heróis que esconde seus poderes para viver como civil triunfou ainda sobre “O Espanta Tubarões” na categoria de longa-metragem de animação e ficou com o Oscar de edição de som, à frente de “Homem-Aranha 2” e “Expresso Polar”. Foi indicado também nas categorias mixagem de som e roteiro original. Em 2018, o filme ganhou uma continuação, “Os Incríveis 2”, que disputou o Oscar de 2019.

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